Foto oficial de Trump como 47º presidente dos Estados Unidos (Foto: Divulgação)
A assinatura do Acordo do Estatuto das Forças (SOFA) entre os Estados Unidos e o Paraguai marca um capítulo notável na presença militar norte-americana na América Latina. Formalizado em 15 de dezembro de 2025, em Washington, o pacto recebeu a aprovação do Congresso paraguaio em março de 2026, aguardando agora apenas a promulgação do presidente Santiago Peña. Por Alan da Silva * diariodocomercio
O acordo tem como finalidade fortalecer a cooperação em segurança e defesa, particularmente no combate ao crime organizado.
O SOFA concede privilégios e imunidades a funcionários do Departamento de Defesa dos EUA e militares em atuação no Paraguai. Estes profissionais estarão isentos de impostos locais e poderão circular com suas identificações norte-americanas.
Tais condições permitem que os EUA expandam atividades de treinamento conjunto, assistência humanitária e respostas a desastres naturais, solidificando a presença militar na região sem estabelecer bases permanentes.
A implementação do acordo, negociada entre altos representantes dos EUA e o Paraguai, aumenta a jurisdição americana sobre operações em solo paraguaio. A chegada de pessoal e equipamentos dos EUA, sem necessidade de inspeção local, é um ponto controverso do acordo.
Essa medida reforça o Paraguai como um ponto estratégico para operações logísticas na América Latina.
A extensão da influência militar dos EUA deve impactar as relações diplomáticas na América Latina. Enquanto para alguns, o acordo representa uma chance de estreitar laços de cooperação, outros questionam sua influência sobre a soberania paraguaia e a autonomia da região.

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