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segunda-feira, 2 de março de 2026

CPI do Crime Organizado marca depoimentos de Daniel Vorcaro e Campos Neto, mas eles não devem comparecer

Ao SBT News, a defesa de Vorcaro respondeu que o banqueiro não tem o que falar sobre crime organizado
Senadores em sessão da CPI do Crime Organizado | Divulgação/Carlos Moura/Agência Senado
Convocados para depor nesta semana na CPI do Crime Organizado, o banqueiro Daniel Vorcaro, o cunhado dele Fabiano Zettel, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, e o ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, João Mansur, não devem comparecer e não responderam às notificações da comissão.

Após derrotas na justiça, em que ficou proibida de quebrar sigilos da empresa do ministro Dias Toffoli, a CPI decidiu marcar depoimentos de figuras centrais ligadas ao caso Master.

Campos Neto e Mansur foram convocados para falar na terça-feira (3).

Vorcaro e Zettel também foram convocados para depoimentos na quarta-feira (4). Ao SBT News, a defesa de Vorcaro respondeu que o banqueiro não tem o que falar sobre crime organizado. Zettel conseguiu uma decisão do Supremo Tribunal Federal que o desobriga a comparecer à audiência se quiser.

As notificações foram encaminhadas para os depoentes no fim de semana. Estratégia da comissão para conseguir produzir informações novas sobre o caso que apura operações do banco Master, com apoio de políticos, para lavagem de dinheiro e investimentos ilegais.

De acordo com integrantes da comissão, os depoimentos poderiam explorar relação do banco Master com a família do ministro Dias Toffoli.

A CPI, que investiga a atuação de facções criminosas no Brasil, foi barrada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a ouvir os irmãos do ministro Dias Toffoli e quebrar sigilos da empresa deles.

Entre as razões, a CPI não teria conseguido comprovar a relação da empresa e irmãos de Toffoli com o objetivo principal da comissão: investigar crime organizado.

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