Segundo Amorim, o assassinato de um chefe de Estado em exercício é “condenável e inaceitável” e pode desencadear consequências imprevisíveis
Reprodução/Partido dos Trabalhadores

Segundo Amorim, o assassinato de um chefe de Estado em exercício é “condenável e inaceitável” e pode desencadear consequências imprevisíveis. “Devemos nos preparar para o pior”, afirmou.
Questionado sobre o que significaria esse “pior”, o diplomata citou a possibilidade de expansão do conflito para outros países da região. Ele destacou que o Irã historicamente fornece armamentos a grupos xiitas e milícias aliadas fora de seu território, o que amplia o risco de confrontos indiretos e ataques retaliatórios.
Amorim também informou que ainda conversaria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o governo avalia como a escalada pode afetar a viagem de Lula aos Estados Unidos, onde há previsão de encontro com o presidente Donald Trump ainda neste mês.
A visita a Washington, D.C. está prevista para ocorrer entre 15 e 17 de março, mas ainda não foi confirmada oficialmente. Na última sexta-feira (27), Trump declarou que “adoraria” receber o líder brasileiro.
“É sempre difícil encontrar o equilíbrio entre a verdade e a conveniência. Não perder a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade exige destreza”, disse Amorim.
Posição do governo brasileiro
O governo brasileiro já manifestou solidariedade a países atingidos por ataques retaliatórios iranianos e pediu a interrupção imediata das ações militares na região do Golfo.
Em nota divulgada no sábado (28), o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a escalada representa uma “grave ameaça à paz internacional”. Diferentemente de um comunicado anterior, o texto mais recente evitou citar diretamente Estados Unidos e Israel.
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