O mercado financeiro passou a prever, pela primeira vez desde dezembro de 2024, que a inflação de 2026 ficará abaixo de 4%
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O avanço foi influenciado principalmente pela recuperação da agropecuária, que cresceu 4,6% no ano passado, impulsionando o setor produtivo como um todo. Já a indústria registrou expansão mais modesta, enquanto o setor de serviços — responsável por quase 70% da economia brasileira — continuou como principal motor do PIB, ainda que com ritmo de crescimento moderado, próximo a 2%.
A formação bruta de capital fixo, indicador que mede investimentos em máquinas, equipamentos e construção, teve desempenho fraco em 2025, abaixo das expectativas dos analistas, sinalizando cautela de empresas diante do cenário econômico. Ao mesmo tempo, o consumo das famílias continuou sendo um componente essencial para o crescimento, puxado por melhora gradual do mercado de trabalho e aumento do poder de compra, ainda que em ritmo mais lento.
O mercado financeiro passou a prever, pela primeira vez desde dezembro de 2024, que a inflação de 2026 ficará abaixo de 4%. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central, a estimativa média para o IPCA — índice oficial que mede a inflação no país — caiu de 4% para 3,99%. Essa é a quarta semana seguida de queda na previsão, o que indica uma expectativa de inflação um pouco mais controlada para os próximos anos.
Para 2026, economistas mantêm projeções de crescimento modesto, mas sustentável, desde que fatores como crédito, confiança e política econômica sigam em trajetória estável.
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