Data reforça a necessidade de combater formas invisibilizadas de exploração, como o trabalho doméstico análogo à escravidão e a exploração sexual
Agência Gov/Via MDHC

Fernando Frazão/Agência Brasil
O recorte racial evidencia ainda mais as desigualdades estruturais
No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) chama atenção para uma das formas mais graves e persistentes de violação de direitos humanos no País: o trabalho escravo contemporâneo, que afeta de maneira desproporcional mulheres, especialmente as negras.
Reconhecido oficialmente no Brasil desde 1995, o trabalho em condições análogas à escravidão não se manifesta mais por meio de correntes ou aprisionamento físico. Hoje, ele se caracteriza por situações como jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho, servidão por dívida, trabalho forçado e restrição de liberdade.
Apesar dos avanços nas políticas de fiscalização e combate, o problema permanece presente em diferentes setores da economia e exige atenção permanente do poder público e da sociedade.
“Por muito tempo, o trabalho escravo foi associado apenas ao trabalho rural masculino. Hoje, sabemos que muitas mulheres são exploradas em condições análogas à escravidão no trabalho doméstico e de cuidado, um espaço historicamente invisibilizado por ocorrer dentro das casas e por ser frequentemente confundido com relações de favor ou dependência”, afirma a secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos do MDHC, Élida Lauris. Mais na agenciagov
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