Marco Aurélio Carvalho disse ao SBT News que Lulinha não tem relação direta com Antônio Camilo e que viagem conjunta não teve objetivo profissional
Basília Rodrigues, Marina Demori, Ighor Nóbrega / sbt

“Ele não é o ‘filho do rapaz’. [...] Havia um rapaz em uma posição bastante vantajosa na hierarquia do INSS cujo filho trabalha para o careca. Então, se há um filho do rapaz, seguramente não é o Fábio Luis", afirmou.
Em entrevista ao SBT News, Marco Aurélio esclareceu que a viagem realizada por Lulinha a uma fazenda de cultivo e extração cannabis medicinal, em Portugal, ao lado do Careca do INSS foi comunicada espontaneamente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o advogado, esta agenda não teve fins profissionais, foi feita a convite, e não tem qualquer relação com as investigações sobre os desvios ilegais no INSS.
Marco Aurélio declarou ainda que Lulinha não tem relação pessoal com o Careca do INSS e que os dois foram apresentados pela empresária e amiga de Lulinha, Roberta Luchsinger. Além da viagem a Portugal, realizada a convite de Roberta, Fábio Luis teria se encontrado com Antônio Carlos apenas outras duas vezes, de forma “casual”, de acordo com a defesa.
"Ele foi fazer uma visita institucional a essa fazenda de extração de canabidiol. Voltou para o Brasil e depois se preparou para seguir em Madri. [...], mas nunca prestou nenhum serviço para o Antônio Camilo ou para qualquer uma das empresas do Antônio Camilo. Nunca se envolveu direta ou indiretamente com nenhum tipo de negócio do Antônio Camilo e, portanto, muito menos de algum negócio que possa ter alguma relação direta ou indireta com o INSS", declarou.
O advogado disse que Lulinha não pagou pela viagem a Lisboa. Mas também não soube informar se o custeio partiu do Careca do INSS ou da empresa organizadora da venda do produto - canabidiol. Marco Aurélio explicou que o interesse de seu cliente pelo empreendimento se dá pelo uso do medicamento por um familiar que sofre de epilepsia. E que, depois disso, Fábio Luis não realizou novas viagens ao lado do operador das fraudes no INSS.
Outro ponto destacado pelo advogado foi o período da viagem. Segundo ele, à época dos acontecimentos Antônio Carlos não era investigado e era tido apenas como uma “empresário de sucesso” do ramo farmacêutico. “Fábio Luis não tem responsabilidade pelo o que aconteceu depois”, afirmou.
Marco Aurélio ainda comentou sobre a informação de que Lulinha teria movimentado R$ 19 milhões de 2022 a 2025. Ele afirmou que o dado é uma "mentira" e que os relatórios de movimentação financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) “induzem ao erro” por somarem entradas e saídas.
O advogado diz que a defesa tem como comprovar o equívoco deste valor e que a quantia real movimentada por Lulinha no período é “muito menor” e oriunda de “operações lícitas”.
Por último, o representante de Fábio Luis disse que o filho do presidente Lula está disposto a esclarecer todos os questionamentos junto ao ministro André Mendonça. Contudo, afastou a possibilidade de comparecimento de Lulinha à CPMI do INSS, a qual classificou como um “circo” que fugiu ao seu objetivo.
“Ele [Lulinha] nao tem nenhuma relação direta ou indireta com absolutamente nada que está sendo investigado no bojo da CPMI do inss ou com qualquer outra irregularidade”, finalizou.
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