Em junho do ano passado, o Instituto Oswaldo Cruz passou a capturar mosquitos próximos a residências de casos suspeitos de Zika e nos seus arredores, para poder confirmar quais mosquitos transmitiriam o vírus Zika.
“O vírus tinha acabado de chegar. Ele migrou pelo mundo antes de chegar aqui e entrou em contato com outros mosquitos e com o Aedes aegypti que estava aqui”. O instituto, então, iniciou a vigilância para identificar quais mosquitos poderiam transmitir a doença.
“O que nós fizemos foi a captura na casa das pessoas e na vizinhança de casos suspeitos e examinamos todos os mosquitos encontrados. Qualquer mosquito que fosse encontrado nessas casas de casos suspeitos, nós examinamos para buscar o vírus Zika. E nós só encontramos no Aedes aegypti”, disse o pesquisador.
Na avaliação de Ricardo Lourenço, a descoberta instituto ajuda a sedimentar o papel do mosquito Aedes aegypti como vetor do vírus Zika. “Traz uma certa estabilidade, uma tranquilidade de que nós estamos atacando o inimigo certo. Esse é o fato mais importante”.
De acordo com informação do IOC, ao longo de dez meses, foram capturados em torno de 1,5 mil mosquitos machos e fêmeas adultos de diversas espécies, dos quais quase a metade era da espécie Aedes aegypti. Os mosquitos foram encontrados no chamado Grande Rio e na Baixada Fluminense.
Todos foram levados para análise no laboratório. Ainda segundo o IOC, a descoberta do mosquito naturalmente infectado complementa outra descoberta, publicada em março deste ano, que havia demonstrado a competência vetorial de mosquitos brasileiros para a transmissão do vírus Zika. Esse estudo foi feito em parceria com o Instituto Pasteur, da França, e publicado na revista científica internacional ‘Plos Neglected Tropical Diseases’.
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