Data-se que os primeiros bulbilhos da Agave sisalana foram introduzidos no Município de Bom Jesus da Serra, por volta dos anos 50 do Século passado. E viveu o seu apogeu econômico nas décadas de 70 e 80, tendo a sua exploração industrial desativada na segunda metade da década de 80 (1987), em decorrência do baixo preço.
E de lá para cá, no decorrer dos vinte e cinco anos que se passaram, as plantações de sisal ficaram abandonadas, e alguém jamais imaginou que um dia a agave voltasse a ser útil nas circunstâncias em que está sendo.
A reportagem do BJE fez um levantamento com fotos e depoimentos onde comprovamos a existência de mais de vinte criadores das imediações da cidade de Bom Jesus da Serra que estão mantendo seus rebanhos com a folha do sisal (que antes era utilizada para retirar fibras para produção de cordas e outros)
Voltamos a frisar, que há mais de três meses que o balcão da CONAB cadastrou criadores para venda de milho com preço abaixo do custo e até dias de hoje ainda não apareceu o produto, todavia os criadores acham que seria mais viável, mediante a sua capacidade de nutrientes, o caroço de algodão. E enquanto isso o fantasma monstruoso da seca impera no sertão bom-jesuense consumindo os animais e provocando a tristeza e lamentação dos criadores.
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