Corte analisa trechos aprovados pelo Congresso que reduzem tempo de inelegibilidade de políticos condenados
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Com dois votos pela inconstitucionalidade de trechos da norma, ainda faltam os votos de oito ministros. As mudanças antecipam o início da contagem da inelegibilidade para a data da condenação, e não mais após o cumprimento da pena, reduzindo o período em que políticos condenados ficam impedidos de disputar eleições.
As alterações também diminuem hipóteses de inelegibilidade, incluindo casos de improbidade administrativa. A ação foi apresentada pelo partido Rede Sustentabilidade, por iniciativa do advogado e ex-juiz Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa.
O julgamento pode impactar diretamente as eleições de 2026 e beneficiar políticos como Eduardo Cunha, Anthony Garotinho, Sérgio Cabral e José Roberto Arruda. Em seu voto, Cármen Lúcia afirmou que as mudanças esvaziam a legislação e representam um retrocesso.
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