O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou estender de um para três dias por semana a folga do setor público para enfrentar a severa crise de eletricidade que afeta o país, anunciou o governo nesta terça-feira (26).
“Peço a máxima compreensão, apoio, solidariedade, ação e consciência”, disse Maduro sobre as novas medidas, durante seu programa semanal de TV.
Maduro avaliou que ao menos por duas semanas os funcionários públicos não trabalharão na quarta, quinta e sexta-feira, exceto nas tarefas consideradas fundamentais para o funcionamento do país.
Os cerca de dois milhões de funcionários públicos afetados pela medida já não trabalhavam nas sextas-feiras e cumpriam uma jornada diária reduzida de seis horas para poupar energia.
Até o momento, a medida envolvendo o funcionalismo não afetava o setor da educação, mas nesta terça Maduro determinou que as escolas do ensino fundamental e médio não funcionem nas sextas-feiras.
O governo afirma que a seca causada pelo fenômeno climático El Niño é a pior dos últimos 40 anos, o que secou as represas e ameaça a Central Hidroelétrica El Guri, em Bolívar, que gera 70% da eletricidade do país.
Apagões aumentam irritação popular
Como parte do plano para poupar energia, o governo iniciou na segunda-feira (25) um programa de racionamento elétrico com cortes programados de quatro horas diárias na metade dos estados do país, durante os próximos 40 dias.


