BRASÍLIA – Depois de comemorar a aprovação do último projeto do ajuste fiscal na noite de quarta-feira, que trata da reoneração da folha de pagamentos de setores da economia, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), avisou o governo que o Congresso não aceita aumento de impostos. Ao ser perguntado sobre análises dentro do governo de aumento de tributos, Renan disse que a sociedade “não aguenta mais essa carga”. Na véspera, o Senado aprovou justamente o aumento de carga tributária no caso da folha de pagamentos de cerca de 50 setores da economia.
— Não concordo com a lógica de aumento de imposto sempre, o Brasil já tem uma carga muito grande, taxas de juros altíssimas, não dá para cada vez mais pensar em aumentar impostos, aumentar impostos, aumentar impostos, a sociedade não aguenta mais essa carga. O Congresso tem defendido a necessidade rápida de cortar despesas, ministérios, cargos em comissão. Só assim a presidente vai demonstrar para a sociedade que está fazendo a parte dela — disse Renan.
— Há muito tempo que o Senado estava debruçado sobre esta matéria complexa, porque aumenta imposto. O Senado fez uma opção por votar o cenário que já estava posto, aquele que tinha vido da Câmara. Isso significa, em português claro, encurtar o processo — disse ele, ressaltando que a “fase do ajuste passou”.
O presidente do Senado repetiu os argumentos de debate realizado na última terça-feira, quando participou de seminário com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre reforma tributária e a unificação do PIS/Cofins.
— Com relação ao PIS/Cofins, defendemos a racionalização, a simplificação, porque a economia precisa andar. Com relação ao ICMS, dá para fazer também uma reforma de modo a garantir a convergência de suas alíquotas e aí, sem dúvida, o Brasil andará — disse Renan.
CRÍTICA AO TEXTO DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
Renan disse também que é contra o texto aprovado na Câmara sobre a questão da maioridade penal. Mas afirmou que a questão será debatida no Senado.













