Mas dá a entender que não vai abrir mão de territórios ocupados; Declaração foi dada pelo vice-ministro das Relações Exteriores de Moscou
André de Sena*sbt, com informações da Reuters
Vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, em Moscou | Anastasia Barashkova/Reuters

“A Federação Russa está pronta para ouvir quaisquer propostas e ideias razoáveis que estejam alinhadas com os objetivos estabelecidos pelo presidente russo e atendam às ‘realidades no terreno’”, afirmou o diplomata.
Em setembro, a Rússia vai realizar eleições parlamentares em quatro regiões ucranianas: Donetsk, Zaporizhzhia e Kherson, que estão parcialmente ocupadas; além de Luhansk, que o Kremlin afirma dominar completamente. O governo ucraniano afirma que essa medida é ilegal e que as votações não terão validade.
Na entrevista, Ryabkov também disse que o governo dos Estados Unidos demonstrou “compreensão da posição" de Moscou e disposição para um “diálogo construtivo”. “Nesta fase, o mais importante é até que ponto Washington é capaz de influenciar as decisões do regime de Kiev e de seus patrocinadores europeus, que ainda sonham com uma ‘derrota estratégica’ da Rússia”, disse.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse no mês passado que Washington estava comprometida em ajuda a pôr um fim à guerra, mas fez a ressalva de que não havia um acordo rápido à vista. A fala ocorreu após um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Nesta quinta-feira (20), o Kremlin que ainda não tinha informações sobre uma possível nova visita a Moscou dos enviados especiais dos Estados Unidos Jared Kushner e Steve Witkoff, que já protagonizaram negociações com a Rússia no passado. Desde a eclosão no conflito no Oriente Médio, em fevereiro, as atenções de Washington estão voltadas ao Irã.
Escassez de gasolina
As falas do vice-ministro russo ocorrem em meio a um cenário de escassez de gasolina na Rússia, causado pelos ataques de drones ucranianos contra refinarias e pela alta demanda sazonal. O problema de abastecimento começou em maio e, em julho, já havia se espalhado para a maioria das regiões russas. Mais no sbtnews
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