
Lorena Fassina / SNB
O novo tratamento experimental sem quimioterapia para câncer de mama teve 93% de sobrevida após três anos de acompanhamento das pacientes. - Foto: Canva/Reprodução
Um novo tratamento sem quimioterapia para câncer de mama apresentou 93% de sobrevida entre as pacientes acompanhadas por cerca de três anos. A estratégia foi testada em mulheres com um tipo específico de metástase e combina quatro medicamentos já utilizados contra o câncer.
A pesquisa foi conduzida pela Icahn School of Medicine at Mount Sinai, nos Estados Unidos, e divulgada nesta quinta-feira (20). O esquema reúne anastrozol, palbociclibe, trastuzumabe e pertuzumabe, sem o uso da quimioterapia tradicional. Na etapa de avaliação da eficácia, 29 pacientes foram analisadas. Destas, 28, o equivalente a 97%, apresentaram benefício clínico durante os primeiros seis meses.
A média chegou a 24,9 meses, o que significa que metade das participantes permaneceu aproximadamente dois anos ou mais sem avanço do câncer. A oncologista Amy Tiersten, autora sênior da pesquisa, afirmou que os resultados mostram que uma abordagem sem quimioterapia pode produzir respostas duradouras para algumas pacientes, com efeitos adversos que puderam ser controlados durante o estudo.
93% estavam vivas após cerca de três anos
Já na análise de sobrevida, feita após um acompanhamento mediano de cerca de 39 meses, aproximadamente 93% das pacientes continuavam vivas.
A média de sobrevida global ainda nem havia sido alcançada no momento em que os dados foram analisados, porque a maioria das participantes seguia viva.
O resultado vale especificamente para pacientes com câncer de mama metastático positivo para receptores hormonais e HER2, classificados como HR+ e HER2+. Como o estudo ainda é de fase 1/2 e envolveu poucas participantes, os pesquisadores agora querem ampliar os estudos. Mais no sonoticiaboa
Nenhum comentário:
Postar um comentário