Um ano depois da demissão que abriu as portas para uma sequência inédita de quedas na Esplanada dos Ministérios, o destino de cada um dos seis ministros envolvidos em denúncias de irregularidades à frente de suas pastas é bem diferente. Enquanto alguns já retornaram ao cenário político por meio das negociações de bastidores ou das movimentações para disputar as eleições municipais de outubro, outros preferiram se afastar de vez da vida pública, caindo no anonimato. Antonio Palocci (PT), Alfredo Nascimento (PR), Wagner Rossi (PMDB), Pedro Novais (PMDB), Orlando Silva (PCdoB) e Carlos Lupi (PDT) têm em comum processos de investigação que tramitam em diferentes áreas do Judiciário e esperam pela conclusão das apurações das denúncias referentes a suas gestões.
Quando Antonio Palocci deixou a Casa Civil, em 7 de junho do ano passado, dificilmente alguém imaginava que ele seria apenas o primeiro de uma longa fila de ministros a enfrentar denúncias envolvendo suas pastas e as relações com empresas prestadoras de serviços para o governo. O processo, que ficou conhecido como faxina da Esplanada, começou menos de um mês depois que surgiram questionamentos sobre o fato de o petista ter multiplicado por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010. O desgaste político com o Legislativo fez com que o Palácio do Planalto afastasse o homem forte do governo Dilma Rousseff ainda no primeiro semestre da administração.
O primeiro ministro demitido voltou a trabalhar em sua empresa de consultoria empresarial e financeira ainda no ano passado, mas continua sendo investigado pelo Ministério Público Federal, na Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF), que apura possíveis atos de improbidade administrativa. O processo, que tramita em sigilo, é acompanhado pelo procurador da República do DF Paulo José Rocha Júnior e ainda não existe um prazo para que a denúncia seja apresentada. Segundo integrantes do diretório estadual do PT de São Paulo, Palocci não participa mais ativamente das decisões do partido, mas mantém na agenda encontros com empresários e políticos da legenda.
Outro que deixou a Esplanada e se afastou dos cargos públicos foi Wagner Rossi (PMDB). Segundo informações de colegas de partido e do diretório estadual do PMDB, o ex-ministro da Agricultura retornou a Ribeirão Preto depois de ser demitido, em agosto de 2011, e tem se dedicado exclusivamente ao agronegócio. No final do mês passado, o MPF do Distrito Federal acionou a Justiça para cobrar o ressarcimento de cerca de R$ 3 milhões que teriam sido desviados da pasta por meio de contratos sem licitação. A ação envolve outras 11 pessoas ligadas ao esquema e pede, além da devolução dos recursos, a punição por meio de sanções civis e políticas. O ex-ministro não foi encontrado para comentar a ação do MPF.
Quando Antonio Palocci deixou a Casa Civil, em 7 de junho do ano passado, dificilmente alguém imaginava que ele seria apenas o primeiro de uma longa fila de ministros a enfrentar denúncias envolvendo suas pastas e as relações com empresas prestadoras de serviços para o governo. O processo, que ficou conhecido como faxina da Esplanada, começou menos de um mês depois que surgiram questionamentos sobre o fato de o petista ter multiplicado por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010. O desgaste político com o Legislativo fez com que o Palácio do Planalto afastasse o homem forte do governo Dilma Rousseff ainda no primeiro semestre da administração.
O primeiro ministro demitido voltou a trabalhar em sua empresa de consultoria empresarial e financeira ainda no ano passado, mas continua sendo investigado pelo Ministério Público Federal, na Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF), que apura possíveis atos de improbidade administrativa. O processo, que tramita em sigilo, é acompanhado pelo procurador da República do DF Paulo José Rocha Júnior e ainda não existe um prazo para que a denúncia seja apresentada. Segundo integrantes do diretório estadual do PT de São Paulo, Palocci não participa mais ativamente das decisões do partido, mas mantém na agenda encontros com empresários e políticos da legenda.
Outro que deixou a Esplanada e se afastou dos cargos públicos foi Wagner Rossi (PMDB). Segundo informações de colegas de partido e do diretório estadual do PMDB, o ex-ministro da Agricultura retornou a Ribeirão Preto depois de ser demitido, em agosto de 2011, e tem se dedicado exclusivamente ao agronegócio. No final do mês passado, o MPF do Distrito Federal acionou a Justiça para cobrar o ressarcimento de cerca de R$ 3 milhões que teriam sido desviados da pasta por meio de contratos sem licitação. A ação envolve outras 11 pessoas ligadas ao esquema e pede, além da devolução dos recursos, a punição por meio de sanções civis e políticas. O ex-ministro não foi encontrado para comentar a ação do MPF.



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