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quinta-feira, 14 de maio de 2026

A rebelião das evangélicas: Mulheres cristãs e líderes religiosas rompem silêncio contra violência doméstica

Por meio de uma rede de apoio coletiva, pastoras e fiéis rompem silêncio sobre violência doméstica e pressionam igrejas em busca de acolhimento e proteção
Foto: João Daébs/Divulgação
Em muitos casos, a primeira pessoa que uma vítima de violência doméstica procura não é um policial, um advogado ou um familiar. É alguém da igreja. No Brasil, onde 83,6% da população se declara cristã, segundo o último Censo do IBGE, de 2022, a religião ocupa espaço central na vida cotidiana de milhões de mulheres.

É dentro dos templos que muitas delas encontram pertencimento, apoio emocional, rede de convivência e orientação espiritual. Mas é também nesse ambiente que, durante décadas, inúmeras vítimas ouviram que deveriam “orar mais”, “ter paciência”, “preservar a família” e suportar em silêncio situações de violência física, psicológica e moral.

Os números ajudam a revelar a dimensão desse cenário. A pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, divulgada em 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha, mostra que 42,7% das evangélicas relataram já ter sofrido agressões praticadas por companheiros ou ex-companheiros. Entre mulheres católicas, o índice é de 35,1%.

Outro levantamento, do Instituto DataSenado, aponta que 53% das mulheres em situação de violência procuram primeiro a igreja antes mesmo da família ou dos serviços públicos de proteção. O dado evidencia o peso que a religião exerce na forma como essas mulheres enfrentam a violência, especialmente, em silêncio.

Quebra de padrão
O debate ganhou repercussão nacional após a fala da pastora Helena Raquel viralizar nas redes sociais durante um dos maiores congressos evangélicos do país. Líder da Assembleia de Deus Vida na Palavra (ADPIV), do Rio de Janeiro, ela tratou de temas como violência doméstica, abuso sexual e pedofilia dentro das igrejas e criticou o silêncio de lideranças religiosas diante desses casos. Tudo no metro1

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