Por Nathalia Garcia | Folhapress
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o consenso era de corte de 0,5 ponto percentual no primeiro movimento de queda de juros.
Muitas casas até mantiveram essa projeção oficial, mas já admitem que o colegiado do Banco Central pode tomar uma decisão mais conservadora. Há quem acredite que o Copom nem sequer reduza a Selic do atual patamar de 15% ao ano --o maior em quase 20 anos.
No dia 9, na maior variação diária desde 1988, o petróleo chegou a disparar quase 30% e ficar próximo de US$ 120 pelo barril. Os preços recuaram depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que a guerra estava praticamente encerrada. No entanto, na quinta (12) e na sexta (13), nova onda de ataques levou os preços a superarem novamente a casa de US$ 100 para o barril Brent.
A volatilidade dos preços permanece.
Fabio Kanczuk, diretor de macroeconomia do ASA e ex-diretor do Banco Central, vê indefinição na magnitude do primeiro corte de juros. "Se o Copom fosse ontem [quarta], eu ia falar que o corte é de 0,5 ponto. Se o Copom fosse hoje [quinta], eu ia falar 0,25 ponto. Amanhã [sexta] pode voltar a ser 0,5 ponto", diz.
Ele ressalta que, apesar do período conturbado, o BC está acostumado a lidar com choques vindos dos preços do petróleo e a reagir de acordo com esse cenário já conhecido. Mas, qualquer que seja a velocidade escolhida para reduzir a Selic, Kanczuk espera uma pausa em setembro, às vésperas do período eleitoral, para ver "para onde o Brasil vai".



























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