
Delegação brasileira conquistou o segundo lugar na classificação geral por pontos da WorldSkills Shanghai 2026, na China. O país ganhou oito medalhas e outras 29 medalhas de excelência. Foto: Reprodução / Instagram / @worldskills
O Brasil conquista o segundo lugar na maior competição de educação profissional do mundo, a WorldSkills Shanghai 2026, realizada na China. A delegação brasileira ficou atrás apenas dos chineses na classificação geral por pontos e voltou para casa com oito medalhas, sendo duas de prata e seis de bronze. O resultado foi anunciado em 27 de setembro, no encerramento da competição, que reuniu cerca de 1,4 mil jovens de 70 países.
A conquista brasileira também teve um destaque especial: mais de 80% dos estudantes premiados passaram pelo Ensino Fundamental em escolas públicas. Dos 41 competidores que receberam medalhas, 33 estudaram na rede pública. Os jovens representaram o Brasil em áreas como robótica, tecnologia da moda, energias renováveis e indústria 4.0, mostrando a força da educação profissional brasileira.
Ao todo, 71 jovens de 18 a 24 anos representaram o Brasil, formando a maior delegação brasileira da história da competição. Além das oito medalhas de prata e bronze, o país conquistou outras 29 medalhas de excelência, concedidas aos participantes que alcançaram pontuação acima da média em cada modalidade. Os competidores foram preparados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
Brasil fica atrás apenas da China
A WorldSkills Shanghai 2026 aconteceu em Xangai, entre os dias 22 e 27 de setembro, com provas práticas em 64 ocupações profissionais.
Durante quatro dias de disputas, os participantes precisaram demonstrar conhecimentos técnicos, precisão e capacidade de resolver problemas semelhantes aos encontrados no mercado de trabalho.
Na classificação geral por pontos, o Brasil somou 44.748 pontos, ficando em segundo lugar, atrás da China, que alcançou 47.991.
A Índia terminou na terceira colocação, seguida por Japão e Coreia do Sul.
O desempenho colocou o Brasil à frente de países reconhecidos pela força da indústria e pelo desenvolvimento tecnológico.
Mais de 80% dos medalhistas estudaram em escolas públicas
Um dos dados mais importantes da participação brasileira foi a origem escolar dos estudantes premiados.
Dos 41 jovens que receberam medalhas, 33 cursaram o Ensino Fundamental na rede pública, o equivalente a mais de 80%.
Considerando toda a delegação de 71 competidores, aproximadamente 76% estudaram em escolas públicas.
O resultado reforça a importância de oferecer formação técnica de qualidade e oportunidades para jovens de diferentes realidades sociais.
O diretor-geral do Senai, Leone Andrade, destacou o papel da integração entre a educação básica e o ensino profissionalizante.
“Quando conectamos a escola pública às trilhas técnicas do SENAI, ampliamos o acesso, desenvolvemos competências de alto nível e criamos caminhos concretos para o emprego de qualidade”, afirmou.
Brasileiros conquistam medalhas em tecnologia, moda e robótica
As duas medalhas de prata foram conquistadas em áreas diferentes.
Myllena Vitória de Arruda Nogueira subiu ao pódio na modalidade Tecnologia da Moda.
Já Alexandre Isaque Almeida Rodrigues e Bruno Gabriel Soares de Oliveira conquistaram a prata em Integração de Sistemas Robóticos.
O Brasil também garantiu seis medalhas de bronze nas modalidades Fresagem CNC, Sistemas Drywall e Estucagem, Robótica Autônoma, Indústria 4.0, Design Industrial e Energias Renováveis.
Entre os destaques estão Gustavo Gabriel Dutra Alves e Arthur Barud, que conquistaram o bronze em Robótica Autônoma e alcançaram a maior pontuação brasileira na competição: 771 pontos.
A dupla também recebeu o reconhecimento Best of Nation, destinado ao melhor desempenho da delegação de cada país.
Maior delegação brasileira da história
A participação na WorldSkills Shanghai 2026 marcou um recorde para o Brasil.
Com 71 competidores, o país enviou a maior equipe brasileira já formada para o torneio.
Os participantes passaram por processos seletivos e treinamentos intensivos antes de representar o Brasil na China.
A preparação incluiu atividades práticas e aperfeiçoamento técnico, com acompanhamento de especialistas do Senai e do Senac. Mais no sonoticiaboa
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