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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Avanços em trombose e hemostasia são apresentados em simpósio internacional

Encontro internacional promovido pela Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH discute avanços no diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças trombóticas e hemorrágicas. 
(créditos: Alina Rossoshanska / Patty Brito)
Tromboembolismo venoso atinge cerca de 10 milhões de pessoas por ano no mundo e até 60% dos casos ocorrem durante ou após hospitalização. 

A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH realiza, de 10 a 12 de setembro de 2026, no Hotel InterContinental, em São Paulo, o 5º Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia. O encontro reúne médicos, pesquisadores, cientistas e outros profissionais de saúde para atualização nas áreas clínica e laboratorial, com abordagem multidisciplinar das doenças trombóticas e hemorrágicas e discussão de evidências aplicáveis ao diagnóstico, manejo e tratamento.

O evento ocorre em um contexto de elevada carga global do tromboembolismo venoso (TEV). Segundo a International Society on Thrombosis and Haemostasis – ISTH, cerca de 10 milhões de pessoas são afetadas por TEV a cada ano no mundo, e até 60% dos episódios ocorrem durante ou após uma hospitalização. A prevenção hospitalar ganhou relevância adicional no Brasil em 2026 com a sanção da Lei nº 15.448, que determina a implantação de estrutura e rotinas de avaliação sistemática do risco de trombose venosa profunda e embolia pulmonar em hospitais e demais unidades de saúde com internação.

“Esta edição acontece em um momento especialmente importante para a prevenção da trombose. Após submissão de projeto de lei pela SBTH, o Brasil estabeleceu em lei a obrigatoriedade de estruturar a prevenção do tromboembolismo venoso nos serviços com internação, enquanto novas estratégias diagnósticas e terapêuticas vêm modificando o cuidado das doenças trombóticas e hemorrágicas. Nosso objetivo é discutir como incorporar essas evidências à prática clínica e laboratorial, com segurança, precisão diagnóstica e melhor desfecho para os pacientes”, afirma a Profa. Dra. Joyce M. Annichino, presidente da SBTH, hematologista, professora titular da FCM Unicamp e coordenadora do Centro de Doenças Tromboembólicas (CDT) e do Laboratório de Hemostasia do Hemocentro da Unicamp.

Na área de doenças hemorrágicas, dados oficiais publicados pelo Ministério da Saúde em julho de 2026 mostram que em 2025 o Brasil registrou 35.852 pessoas com coagulopatias hereditárias e outros transtornos hemorrágicos no sistema Hemovida Web-Coagulopatias. Desse total, 12.151 tinham hemofilia A, 2.425 hemofilia B, 12.863 doença de von Willebrand, 4.304 coagulopatias raras e 4.109 outros diagnósticos. Entre os pacientes com hemofilia A, 5.577 foram classificados com doença grave; na hemofilia B, 858.

O primeiro dia do Simpósio, 10 de setembro, será dedicado ao pré-simpósio, que reúne duas iniciativas complementares. O módulo Atualizações em Patient Blood Management (PBM) terá foco no manejo das coagulopatias em pacientes críticos, controle de sangramentos e distúrbios da coagulação com base em protocolos atualizados. A programação inclui, também, a 3ª edição do Programa de Avaliação Externa da Qualidade em Hemostasia (PAEQ-Hemostasia), desenvolvido pelo Hemocentro da Unicamp para avaliar a precisão e a confiabilidade dos exames de coagulação, promover padronização de processos e aprimorar a qualidade diagnóstica.

Nos dias seguintes, a programação científica integra perspectivas clínicas e laboratoriais e foi estruturada para aproximar ciência e prática assistencial, com discussões baseadas em evidências, experiências da rotina médica e atualização sobre diagnóstico, prevenção e tratamento. A edição ocorre poucas semanas após o Congresso ISTH 2026, que colocou em evidência temas como trombose associada ao câncer, desafios da anticoagulação, novas possibilidades terapêuticas para doenças hemorrágicas e o cuidado de uma população com hemofilia que vive cada vez mais tempo.

O simpósio é organizado pela Profa. Dra. Joyce M. Annichino, pela Dra. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo, vice-presidente da SBTH, cardiologista na Santa Casa de São Paulo e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, e pelo Dr. Eduardo Fonseca Sad, diretor científico da SBTH, coordenador do Serviço de Terapia Intensiva do Hospital Vera Cruz, em Belo Horizonte, e fellow do American College of Chest Physicians. Mais informações e inscrições podem ser obtidas no site www.sbth.org.br.

A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH é uma entidade civil sem fins lucrativos fundada em 10 de outubro de 2018. Atua na educação continuada, na pesquisa e na disseminação de conhecimento para prevenção, diagnóstico e tratamento de distúrbios trombóticos, hemorrágicos e relacionados, além de colaborar com políticas governamentais, educacionais e assistenciais. A entidade reúne atualmente mais de 350 membros. www.sbth.org.br | @sbth.bsth

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