Levantamento mostra ainda que 84% defendem aumento de impostos sobre empresas de apostas e 79% querem limitar a publicidade do setor
Warley Júnior - sbt
Apostas online | Joédson Alves/Agência Brasil

O apoio à proibição aumentou dois pontos percentuais desde abril, quando 73% concordavam com a medida. No mesmo período, a parcela que discorda caiu de 21% para 17%. Já o grupo que não concorda nem discorda passou de 6% para 8%.
A pesquisa também aponta apoio a outras restrições ao setor. Para 84%, as empresas de apostas deveriam pagar mais impostos, 81% concordam totalmente e 3%, um pouco. Outros 6% não concordam nem discordam, 1% discorda um pouco e 9% discordam totalmente.
Em relação à publicidade, 79% defendem algum tipo de limitação: 73% concordam totalmente e 6% concordam um pouco. Outros 7% não concordam nem discordam, enquanto 1% discorda um pouco e 13% discordam totalmente.
O levantamento também abordou o acesso de crianças e adolescentes às plataformas. Para 60%, menores de idade têm fácil acesso às bets, enquanto 6% concordam um pouco com essa afirmação. Outros 7% não concordam nem discordam. Entre os que discordam, 2% discordam um pouco e 25%, totalmente.
Bets como fonte de renda
A maior rejeição registrada pela pesquisa aparece na associação das apostas a uma forma de complementar a renda ou investir dinheiro. Ao todo, 84% discordam totalmente dessa ideia e 4% discordam um pouco. Outros 8% não concordam nem discordam, enquanto 1% concorda um pouco e 3% concordam totalmente.
🔎 Em julho deste ano, o Ministério da Fazenda publicou duas portarias, obrigando que campanhas e peças publicitárias de apostas esportivas exibam alertas explícitos de advertência, estipulando que aposta não é investimento nem fonte de renda.
A percepção negativa também aparece quando os entrevistados são questionados sobre os impactos das bets na sociedade. Para 59,9%, as apostas online trazem somente prejuízos, enquanto 28,6% consideram que elas geram mais prejuízos do que benefícios.
Outros 5,7% avaliam que as bets trazem benefícios e prejuízos na mesma proporção. Apenas 0,7% consideram que há somente benefícios e 0,2% enxergam mais benefícios do que prejuízos. Outros 4,9% não souberam responder.
A pesquisa também perguntou quem os entrevistados consideram o principal responsável pela disseminação das apostas online no Brasil. Para 36%, a responsabilidade é do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 25,4% apontam o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O Congresso Nacional é citado por 16,5% dos entrevistados, enquanto 0,7% atribuem ao Supremo Tribunal Federal (STF) a principal responsabilidade. Para 6,4%, nenhum deles foi responsável pela disseminação das bets, e 15% não souberam responder.
A Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 adultos entre 17 e 22 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04739/2026.
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