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terça-feira, 22 de setembro de 2026

PF apura fraudes previdenciárias e mira alvos em 6 estados

Investigação identificou irregularidades em pelo menos 172 benefícios por incapacidade temporária; prejuízos aos cofres públicos chegam a R$ 6,57 milhões
Felipe Moraes - SBT
PF cumpre 39 mandados de busca em ação que apura concessão indevida de benefícios por incapacidade temporária | Divulgação/Polícia Federal

Um esquema criminoso de fraudes na obtenção e manutenção de benefícios previdenciários por incapacidade temporária é alvo da operação Laudo Cego, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (22).

A investigação identificou, até o momento, pelo menos 172 benefícios "potencialmente fraudulentos". Prejuízos aos cofres públicos chegam a R$ 6,57 milhões.

Agentes cumprem 39 mandados de busca e apreensão em seis estados: em nove municípios do Maranhão (São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo) e nas cidades de Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI), Santa Rosa (RS) e Ubajara (CE).

Segundo a PF, o grupo era formado por contadores, empresários, intermediários, servidores públicos e profissionais de saúde.

"Entre as práticas investigadas, estão a emissão de laudos médicos falsos, a criação de vínculos empregatícios fictícios, a inserção de informações fraudulentas nos sistemas previdenciários, o recrutamento de beneficiários e a movimentação dos valores obtidos ilicitamente", apontou a corporação.

A força-tarefa também cumpriu medidas de afastamento de sigilos bancário e fiscal, proibição de contato entre suspeitos e apreensão de bens e valores, "com a finalidade de assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos".

Desdobramento da operação Camisaria, a ação da PF integra a Força-Tarefa Previdenciária e contou com participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social, vinculada ao Ministério da Previdência.

Suspeitos poderão responder por crimes de estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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