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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

27,1% dos trabalhadores por conta própria possuem CNPJ

Dado consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE
SBT News
Linha de produção em fábrica na Zona Franca de Manaus | Divulgação/CNI
A porcentagem de trabalhadores por conta própria no Brasil que possuem CNPJ era de 27,1% em 2025, abrangendo mais de 7 milhões de pessoas. Os dados constam na "Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho", divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).


O resultado, que é o maior da série histórica iniciada em 2012, representa um aumento de 12,1 pontos percentuais na comparação com o ano em que o indicador começou a ser medido, quando o percentual foi de 15%.

Apesar do recorde, a porcentagem de trabalhadores por conta própria formalizados ainda é considerada baixa. “É obvio que 27,1% de pessoas registradas no seu empreendimento [no caso dos conta própria] é um valor baixo. O que se espera são valores maiores, porque tem uma série de benefícios e contribuições que o registro pode trazer”, explica o analista do IBGE William Kratochwill, responsável pela pesquisa.

Segundo o especialista, o percentual baixo se deve à grande quantidade de trabalhadores com um menor grau de instrução. No grupo sem escolaridade ou com ensino fundamental incompleto, a taxa de pessoas com CNPJ foi de 11,1%. A proporção aumenta gradualmente entre aqueles com ensino fundamental completo e médio incompleto (18,6%), com ensino médio completo e superior incompleto (29,7%); e com ensino superior completo (50,8%).

Entre os empregadores, a taxa de formalização também cresceu, chegando a 81,1% em 2025. Esse resultado representa um avanço de 5,5 pontos percentuais em relação ao início da série, em 2012, quando o percentual era de 75,6%.

Formalização é maior na região Sul
A região Sul apresentou a maior cobertura de CNPJ para trabalhadores por conta própria, com taxa de 46,7% em 2025. Na sequência, vêm Sudeste e Centro-Oeste, empatados com 41,6%; Nordeste (20,1%); e no Norte (15,6%).

A maior alta na comparação com 2012 foi registrada no Centro-Oeste. A taxa passou de 27,3% para 41,6%, o que significa um salto de 14,3 pontos percentuais.

Separação por atividades
Considerando separadamente cada tipo de atividade econômica, a menor cobertura de CNPJ ocorreu entre os trabalhadores da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,5%). Na sequência, aparecem os colaboradores da Construção (14,8); indústria geral (22,8%), serviços (33,5); além de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (36,7%), que teve o resultado mais positivo.

Diferença entre homens e mulheres
O levantamento também revela que as mulheres têm maior cobertura de CNPJ que os homens. Em 2025, 36,7% das mulheres ocupadas como empregadoras ou trabalhadoras estavam formalizadas. No caso dos homens, essa taxa cai para 34,2%.

A diferença entre os dois sexos é de 2,5 pontos percentuais. Ela aumentou na comparação com o início da série histórica, quando era de apenas 0,6 ponto percentual.

Mesmo assim, ela já foi maior. O pico ocorreu em 2022, quando a distância entre mulheres e homens ficou em 3 pontos percentuais. Naquele ano, a cobertura para o sexo feminino era de 36,1%. No caso dos homens, ficava em 33,1%.

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