Alto comissário para os direitos humanos faz apelo para que governo suspenda execuções; Parte delas é ligada aos protestos de janeiro
André de Sena, com informações da Reuters

O alto comissário das Nações Unidas Nações Unidas para os direitos humanos, Volker Tuerk, afirmou nesta quarta-feira (5) que pelo menos 56 pessoas foram executadas no Irã sob acusações relacionadas à segurança nacional desde 19 de março. O governo de Teerã é acusado de perseguir violentamente aqueles que se opõem ao regime teocrático vigente no país.
Tuerk fez um apelo para que o governo iraniano suspenda todas as execuções e avance no caminho rumo à abolição da pena de morte. “Estou alarmado com o aumento das execuções e das sentenças de morte proferidas no Irã desde março, e com o fato de que a pena de morte continua sendo usada para instigar o medo entre a população e reprimir a dissidência”, diz o comunicado divulgado pela ONU.

Segundo o alto comissário, a quantidade de pessoas que ainda podem ser executadas por acusações semelhante passa de 100. Ele também demonstrou preocupação com o que descreveu como falhas na garantia de julgamentos justos e do devido processo legal. A missão diplomática do Irã em Genebra, cidade suíça onde a ONU mantém um escritório, não respondeu às declarações de Tuerk. No entanto, as autoridades iranianas vêm defendendo reiteradamente a forma como funciona o Judiciário no país, alegando que a pena de morte é necessária para preservar a segurança nacional. Mais no sbtnews
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