Aécio afirmou que não disputaria nenhum cargo público pela primeira vez em quatro décadas
Após desistências de candidatos do PSDB e PDT, deputado poderá entrar na disputa pelo Senado até 14 de setembro, conforme regras eleitorais
Vicklin Moraes-sbt
Aécio Neves (PSDB-MG) | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar do início oficial da campanha eleitoral e do registro inicial das chapas, o deputado federal Aécio Neves (PSDB) poderá disputar uma vaga ao Senado por Minas Gerais. A inclusão do nome do ex-governador é possível porque a legislação eleitoral permite a substituição de candidatos dentro de um prazo específico.
De acordo com o Código Eleitoral e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos e federações podem substituir candidatos até 20 dias antes da votação. Em 2026, o prazo termina em 14 de setembro.
Para viabilizar a candidatura de Aécio, a Federação PSDB-Cidadania e o PDT retiraram os nomes que haviam sido registrados para a disputa: Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), irmão do presidente estadual da sigla, Mário Heringer. Os dois haviam registrado 1% das intenções de voto cada no último levantamento do instituto Quaest. Com a retirada das candidaturas, Aécio passa a ser o único nome do grupo na disputa.
Reviravolta política
A entrada de Aécio na corrida eleitoral ocorre após o deputado afirmar, no início de agosto, que não disputaria nenhum cargo público pela primeira vez em quatro décadas. Na ocasião, ele disse que pretendia concentrar sua atuação na liderança partidária.
A mudança ocorreu após um apelo formalizado na última quarta-feira (26), em uma carta conjunta assinada pelos dirigentes estaduais Paulo Abi-Ackel (PSDB) e Mário Heringer (PDT). O documento relatou pressão de prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais para que Aécio reconsiderasse a decisão.
Segundo os dirigentes, Minas Gerais precisa de “experiência, capacidade de articulação e força política em Brasília”, características que, na avaliação deles, estão associadas ao ex-governador.
Antes de anunciar que ficaria fora da disputa, Aécio liderava as intenções de voto para o Senado em Minas Gerais, em empate técnico com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), segundo levantamento da Quaest.
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