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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Mark Zuckerberg culpa demissões na Meta a gastos com IA e não descarta novos cortes

Reprodução/Instagram
O presidente da Meta, Mark Zuckerberg, justificou a recente onda de demissões na companhia como uma consequência dos altos investimentos em Inteligência Artificial. O executivo quebrou o silêncio sobre os cortes durante uma reunião com funcionários nesta quinta-feira (30). O criador do Facebook detalhou os motivos financeiros da decisão e avisou para a equipe que não descarta realizar novas dispensas no futuro.  Alô Alô Bahia

Zuckerberg explicou aos trabalhadores a matemática que motivou o enxugamento da equipe. “Temos basicamente dois grandes centros de custo na empresa: infraestrutura de computação e coisas voltadas para as pessoas”, afirmou o executivo.

A lógica apresentada indica que o avanço tecnológico obriga a corporação a encolher. “Se estivermos investindo mais em uma área para atender à nossa comunidade, isso significa que teremos menos capital para alocar na outra. Portanto, isso significa que precisamos reduzir um pouco o tamanho da empresa”, justificou.

O líder da companhia negou que os desligamentos tenham relação com a criação de ferramentas capazes de executar tarefas de forma autônoma. “Fazer com que todos usem internamente as ferramentas de IA e fazer o trabalho de forma mais eficiente não é o que está causando as demissões”, declarou Zuckerberg.

Apesar da fala, a falta de transparência e a recente implantação de um sistema corporativo que rastreia movimentos de mouse da equipe geraram revolta e críticas contra a chefia nos fóruns da empresa.

Esta foi a primeira manifestação do empresário sobre o assunto desde o vazamento do plano de cortes no mês de março. A companhia pretende demitir cerca de 10% do seu quadro no dia 20 de maio e já projeta uma nova rodada de demissões para o 2º semestre.

O presidente confirmou as saídas programadas, mas evitou firmar garantias de estabilidade para os contratados. “Eu gostaria de poder dizer a vocês que tenho um plano de bola de cristal para os próximos 3 anos sobre como tudo isso vai se desenrolar. [Mas] Não tenho. Acho que ninguém tem”, concluiu.

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