Especialistas apontam mudanças de comportamento como sinais e defendem monitoramento, verificação de idade nas plataformas e atuação mais rigorosa para proteger menores.

As consequências do abuso sexual prolongado contra menores podem ser extremamente graves, como quadros de depressão e transtornos psiquiátricos. Por isso, especialistas ouvidos pelo g1 reforçam a importância da prevenção, com a educação sexual desde cedo, o monitoramento de celulares e a identificação de possíveis sinais de alerta. Via G1
Além disso, as crescentes evidências de movimentos misóginos em redes sociais, assim como o aumento do acesso à pornografia online por menores de idade nos últimos anos desafiam pais e educadores na tarefa de combater o abuso sexual contra menores. Isso porque a pornografia industrial quase sempre tem conteúdo degradante e violento – na maioria das vezes contra a mulher – e, muitas vezes, abusadores acabam reproduzindo cenas de vídeos pornográficos na vida real.
O alerta é da juíza Titular da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro Vanessa Cavalieri. Em entrevista exclusiva ao g1, Cavalieri dá dicas de como responsáveis podem prevenir situações de abuso, alerta sobre os sinais que vítimas de abuso podem dar, orienta sobre o uso das redes sociais e analisa a recente aprovação do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).
A importância da educação sexual desde cedo
Pesquisas indicam que meninas de 12 a 17 anos são as mais impactadas em casos de estupro.
Além de julgar casos de violência contra menores, Cavalieri dá palestras em escolas e defende que, para prevenir esse tipo de abuso, o mais importante é a educação sexual desde cedo:
“O que eu mais escuto das crianças é: ‘não contei para minha mãe porque achei que ela ia me bater’. Isso porque a criança tem uma percepção de que aquilo é errado de alguma forma”, afirma.
A juíza explica que a educação sexual não é ensinar detalhes sobre uma relação sexual, e sim explicar quais partes do corpo ninguém pode tocar. Crianças orientadas pelas famílias nesse sentido denunciam muito mais rapidamente quando sofrem abuso.
A falta de educação sexual também aumenta a chance de crianças em situação de abuso não terem coragem de denunciar em casos de ameaças e não compreenderem que situações em que não há penetração também podem configurar abuso. Mais no agenciaaids
Nenhum comentário:
Postar um comentário