Por Folhapress
Foto: Tania Rêgo / Agência Brasil

A Casa Rosada confirmou ontem que a Argentina pode enviar suas tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos no conflito contra o Irã, em resposta a eventual solicitação do governo do presidente Donald Trump.
"Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida", disse o porta-voz do governo argentino, Javier Lanari, ao jornal espanhol El Mundo.
A sinalização de apoio ocorre por "alinhamento do governo de Javier Milei com o de Donald Trump". Embora o governo argentino tenha se prontificado a ajudar no conflito no Oriente Médio, Lanari afirmou não ter conhecimento de qualquer pedido oficial nesse sentido feito por Washington a Buenos Aires.
Argentina foi o único país da América do Sul a se envolver na Guerra do Golfo no início da década de 1990. A Casa Rosada contribuiu com quatro navios em apoio ao então presidente norte-americano George Bush pai na guerra após a invasão do Kuwait pelo Iraque.
JAVIER MILEI CRITICA IRÃ
Javier Milei criticou o Irã ao relembrar, nesta terça-feira (17), os 34 anos de um atentado contra a embaixada de Israel na Argentina. "Diante do terrorismo, não pode haver trégua", disse ele em um ato em uma praça de Buenos Aires, sobre as ruínas da sede diplomática.
"Deixamos claro onde nos posicionamos neste momento histórico, em que os Estados Unidos e Israel decidiram pôr fim ao regime iraniano, uma tirania que não só mantém cativa sua própria população, mas que se dedica a semear o terror durante décadas", disse Milei.
Em 17 de março de 1992, uma caminhonete carregada de explosivos atingiu o prédio da embaixada de Israel, deixando 22 mortos e mais de 200 feridos. Dois anos depois, outro ataque à associação judaica AMIA matou 85 pessoas. A Justiça argentina atribui os dois atentados ao Irã e ao Hezbollah.
No discurso, Milei lembrou seu compromisso com "os valores do Ocidente", "a moral como política de Estado" e "o combate ao flagelo do antissemitismo". "Israel é um aliado estratégico do nosso país, valores compartilhados nos unem", concluiu o presidente argentino.
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