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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Jovem de 17 anos morre após passar três vezes por UPA e receber diagnóstico errado

Foto: Reprodução/Redes sociais
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga a morte de Brenda Cristina, de 17 anos, após a jovem procurar atendimento três vezes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de União da Vitória e receber diagnóstico de ansiedade. Posteriormente, ela foi internada em um hospital particular, onde exames apontaram pneumonia bacteriana, mas não resistiu. Com informações do Metrópoles.

O inquérito policial apura se houve negligência médica, omissão de socorro ou homicídio culposo — quando não há intenção de matar. Os nomes dos profissionais envolvidos no atendimento não foram divulgados pelas autoridades.

Brenda começou a passar mal na sexta-feira, 16 de janeiro, quando deu entrada na UPA relatando falta de ar e dor no peito. Segundo a família, a médica que a atendeu avaliou o quadro como crise de ansiedade e liberou a adolescente.

Sem apresentar melhora, a jovem retornou à unidade no sábado (17/01) e, novamente, na madrugada de domingo (18/01). Ainda de acordo com os familiares, mesmo com a persistência dos sintomas, Brenda não foi submetida a exames de imagem ou cardiológicos durante as três passagens pela UPA.

Diante do agravamento do estado de saúde, a família decidiu levá-la a um hospital particular na manhã de domingo. No local, exames indicaram pneumonia bacteriana, e a adolescente foi inicialmente internada em um quarto.

Horas depois, o quadro clínico piorou, e Brenda precisou ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela morreu na segunda-feira (19/01), um dia após a internação. A jovem completaria 18 anos em fevereiro.

A investigação foi aberta após a família registrar um Boletim de Ocorrência. A PCPR analisa prontuários médicos, protocolos de atendimento e colhe depoimentos dos envolvidos. A Prefeitura de União da Vitória informou que instaurará processo administrativo para apurar a conduta na UPA, que é administrada pelo Instituto Humaniza. A entidade afirmou ter afastado as médicas responsáveis pelos atendimentos e que está colaborando com as autoridades.

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