Terremoto atingiu magnitude 7,7 e destruiu templos, aeroportos, prédios, casas e estradas
Equipes trabalham no resgate de vítimas de terremoto em Mianmar | AP
SBT News

O terremoto de magnitude 7,7 ocorreu na sexta-feira (28), com epicentro perto de Mandalay, a segunda maior cidade do país. O terremoto danificou o aeroporto da cidade, estradas e centenas de prédios.
Grupos das Nações Unidas alertaram que a tragédia deve agravar a fome e os surtos de doenças em um país já considerado desafiador em questões humanitárias.
Os trabalhos de busca estão sendo prejudicados por quedas de energia, escassez de combustível e comunicações irregulares. A falta de maquinário pesado também obrigou equipes a procurarem sobreviventes manualmente, em temperaturas diárias altas, que chegam a ultrapassar os 40 graus.
Em um raro pronunciamento direcionado à comunidade internacional, o líder de Mianmar, Min Aung Hlaing, pediu ajuda na resposta ao terremoto. "Gostaria de convidar qualquer país, qualquer organização ou qualquer pessoa em Mianmar a vir e ajudar”, disse o militar, acrescentando que "abriu todos os caminhos para a ajuda externa".
O pedido já obteve resposta dos Estados Unidos, China, Índia e União Europeia. O retorno tranquilizou organizações internacionais, que temiam que a solicitação fosse rejeitada pela comunidade, já que Min Aung Hlaing é alvo de um pedido de mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade.
Além de Mianmar, o terremoto foi sentido em Bangkok, na vizinha Tailândia. De acordo com o ministro da Defesa, Phumtham Wechayachai, pelo menos nove pessoas morreram na capital tailandesa, enquanto outras 101 seguem desaparecidas. Assim como em Mianmar, os trabalhos de resgate continuam, sobretudo nos escombros de edifícios.
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