Nova legislação traz à tona debate sobre a qualidade de vida dos pacientes com Alzheimer e outras demências

A profa. dra. Thais Bento Lima, gerontóloga e parceira científica do SUPERA - Ginástica para o Cérebro alerta que boa parte das pessoas não têm consciência de sua condição demencial e esses números tendem a aumentar. “Com o aumento da incidência de declínio cognitivo no Brasil, é cada vez mais necessário serviços e profissionais especializados em demências para que pacientes, cuidadores familiares e cuidadores formais possam ter maior qualidade de vida e suporte para lidar com o avanço do quadro clínico da doença”, afirma.
A profa. dra. Thais esclarece que a Lei sancionada no último dia 4 de junho para a Política Nacional de Cuidado às Pessoas com Doença de Alzheimer e outras demências, que estava em tramitação desde 2020, traz diretrizes discutidas pela sociedade civil e alinhadas com as recomendações de governança e evidências cientificas da OMS (Organização Mundial de Saúde) e da ADI (Alzheimer’s Disease International).
“Os destaques da Nova Lei são o melhor diagnóstico e tratamento pelo SUS, a capacitação de profissionais de saúde, mais suporte para cuidadores e os programas de amparo a idosos em entidades de longa permanência. Esta lei é fruto do protagonismo e mobilização vigorosa da ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer)”, explica a dra. Thais.
Estimulação cognitiva
As diretrizes do Plano Nacional em Demência incluem ações de prevenção de novos casos de demência. Cientificamente, sabe-se que um dos fatores neuroprotetores mais importantes é a realização de exercícios intelectuais, popularmente conhecidos como exercícios de ginástica cerebral. Estes exercícios ilustram as metas e as ações estabelecidas pela OMS para a redução de risco de demências.
“Estimular o cérebro com atividades intelectuais consolida as sinapses (conexões ou ligações entre os neurônios). Com a prática dos exercícios, o fluxo sanguíneo aumenta; há um crescimento na produção de proteínas da aprendizagem e da rede neural. Adicionalmente, ocorre um processo chamado neurogênese; que é o nascimento de neurônios, deixando o cérebro mais resistente ao desenvolvimento de doenças neurológicas. Alguns exercícios que auxiliam no processo de proteção cerebral: jogos de atenção, como os jogos dos sete erros; caça-palavras; jogos de estratégias como o SUDOKU; o treino com o ábaco (calculadora manual); o Jogo da Velha e os jogos de estímulo à linguagem como as palavras cruzadas”, explica Thais.
No Brasil, o Método SUPERA oferece intervenções cognitivas como uma estratégia de prevenção para alterações cognitivas que podem aparecer na fase adulta e na velhice. É uma escola especializada em estimulação cognitiva para todas as idades, a famosa ginástica cerebral que fornece atividades intelectuais e desafiadoras capazes de promover a qualidade de vida e saúde do cérebro, a partir de um método específico baseado nos princípios das neurociências e em estudos científicos internacionais de treino cognitivo e do desenvolvimento humano.
“A ginástica para o cérebro segue os princípios de novidade, variedade e desafio crescente, que funcionam como estimuladores de novas conexões neurais. Sabe-se que os exercícios podem gerar efeitos protetores de declínio cognitivo ou postergar o aparecimento de um quadro demencial. Quanto mais se usa o cérebro, melhor ele funciona e mais protegido ele ficará de doenças e da degeneração. Por isso, além da boa nutrição, dormir bem, fazer atividades físicas e ginástica cerebral são muito importantes para a memória permanecer saudável durante o processo de envelhecimento normal”, finaliza a especialista.
Para saber mais, acesse www.metodosupera.com.br
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