Pelo fato de ser presidente da Câmara, as denúncias contra Eduardo Cunha terão de ser analisadas pelos 11 ministros do Supremo.
O consultor da Toyo Setal e delator, Júlio Camargo, disse ao juiz Sérgio Moro, que Cunha pediu propina de US$ 5 milhões em um contrato de sonda da Petrobras. Camargo também fez a acusação ao procurador geral da República, Rodrigo Janot, que deve encaminhar a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo Cunha ironiza a aposta contra sua queda: "Se o Planalto tivesse força para fazer alguém, o presidente teria sido Arlindo Chinaglia e não eu." Chinaglia (PT-SP) era o candidato do governo e foi derrotado pelo peemedebista.
O líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), disse em nota que o partido "não aceitará especulações que visem a enfraquecer a autoridade institucional" do presidente da Casa.
O núcleo político da presidente Dilma Rousseff observa a movimentação de Cunha com cautela, porque acredita que ele usará o recesso parlamentar de julho para buscar apoio. A avaliação é que o efeito prático do rompimento de Cunha com o governo só poderá ser medido após o recesso, quando voltar a haver votação de matérias do governo em plenário.
Durante o recesso, a estratégia é buscar fortalecer o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tinha adotado postura mais agressiva com o governo, mas que, agora, espera o governo, pode voltar a ser um importante e poderoso aliado. Jornal do Brasil
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