A ação não é apenas um protesto, mas uma reivindicação. Pedro busca a compreensão de algum jornalista funcionário da Globo da importância de cobrir com qualidade a expulsão de 6 mil pessoas da comunidade de Pinheirinho, no interior de São Paulo. Há indícios, inclusive, de morte de moradores na invasão da Polícia Militar que retirou as centenas de famílias do local para devolver o terreno ao especulador condenado Naji Nahas.
A Globo segue em absoluto silêncio, e é contra esse silêncio que Pedro Leão se rebelou. Da mesma forma com que o sistema político-econômico dominante no planeta parece começar a se esgotar, o sistema midiático brasileiro começa a ser questionado cada vez com mais veemência. Não é mais possível aguentar emissoras de televisão que exploram concessões públicas e nada fazem pelo interesse público, trabalhando exclusivamente em defesa dos interesses das elites, desinformando a população e ignorando as demandas do povo e as agressões sofridas por este.
Cada vez há menos espaço e menos tolerância com uma mídia elitista. O crescente fortalecimento da mídia independente – em especial dos blogs e das redes sociais, com a lenta mas gradual popularização da internet – tende a diminuir a importância das mídias tradicionais e desmascarar muitas de suas mentiras e omissões. É o caso do Pinheirinho.
Pedro Rios Leão é um representante de todos nós. Da mesma forma com que já dissemos que todos nós somos Pinheirinho, estamos também todos algemados em frente à Globo, o pulso de Pedro é cada um de nossos pulsos, sua luta é nossa luta.
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