Grávidas indígenas e com menor escolaridade são mais atingidas; Norte tem pior índice por região; Estudo verificou adesão às sete consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde em 2024

Isso se deve a problemas de acessibilidade e à falta de recursos financeiros, segundo um estudo conduzido pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde, da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.
Os dados são, paradoxalmente, bons e ruins. Eles mostram que o país praticamente universalizou o acesso à primeira consulta para suas gestantes, embora haja disparidade entre regiões. A continuidade, no entanto, é falha e atinge sobretudo populações vulneráveis. Daí conclui-se que os avanços na saúde chegam primeiro às populações mais favorecidas, afirmam os pesquisadores.
Em 2024, o Ministério da Saúde instituiu a Rede Alyne, com vistas a reduzir a mortalidade infantil e materna no país. À época, a pasta subiu para sete o número mínimo de consultas pré-natal, antes fixado em seis.
O estudo, segundo a pesquisadora Luiza Eunice Sá da Silva, buscou aferir quanto a meta era cumprida no país, utilizando dados de 2023 do Sinasc (Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos).
Os números mostram uma adesão de 99% na cobertura para a primeira consulta, percentual que cai para 79% na última.
A escolaridade é um dos principais determinantes para o abandono. Enquanto 86,5% das mulheres com ao menos 12 anos de estudo completam o ciclo, apenas 44% das que não têm escolaridade atingem o mesmo patamar.








































