Dra. Andréa Ladislau / Psicanalista
Em tempos de extrema exaltação e culto da imagem, se faz necessário a compreensão da diferença sútil, entre a autoestima saudável e o egocentrismo destrutivo. Não é difícil identificar em nosso meio de convívio, aquelas pessoas que acreditam que a terra gira ao redor delas. Convictas que são as mais importantes e não se abalam com a rejeição social provocada por seus hábitos e comportamentos inadequados.
A autoestima favorece o bem estar físico e mental, pois contribui para uma relação positiva consigo mesmo. Facilita o entendimento do “eu” e alimenta uma comunicação mais assertiva com o outro. Além de auxiliar no reconhecimento realista de suas habilidades, qualidades e limitações.
Quem possui a autoestima elevada, sem exageros, não corre o risco de viver uma eterna busca por validação externa. Isso acontece, porque o nível de segurança desse indivíduo é satisfatório e saudável, o que ajuda a promover a capacidade de se autovalorizar sem precisar diminuir quem está à sua volta.
Também são capazes de ser empáticos, pelo simples fato de “se aceitarem”.
Já o egocêntrico no fundo, é inseguro e não gosta realmente de si, apesar de se autoproclamar perfeito e cheio de amor próprio. A verdade é que distorce o autoconceito negativo que insiste em esconder.
Exige validação e gosta de ser bajulado, reconhecido e admirado por todos, tornando as relações cada vez mais difíceis. A auto comparação é um dos mecanismos do egocêntrico, para se colocar como superior em relação ao outro.
Outro fator comum é a resistência às críticas, confrontadas, muitas vezes, com comportamentos arrogantes e abusivos, típico de quem possui a autoestima baixa.
E não menos importante, temos o vitimismo como uma das características de um egocêntrico que sofre eternamente, e se faz de vítima para ganhar a atenção de quem está à sua volta.






































