Eurijane Torres sobreviveu a um AVC aos 37 anos
Principal causa de morte entre pessoas acima de 60 anos, o AVC não assusta só os mais velhos. No Brasil, quase 8% dos pacientes na rede pública têm menos de 45 anos.
Eurijane Torres recebe a reportagem com um largo sorriso no rosto, um efusivo boa tarde e um caminhar seguro rumo a um abraço de carinho genuíno. A alegria que transparece e a frase "eu sou um milagre" colada na parede da sala dão um pouco a ideia de que vida e felicidade caminham lado a lado. No dia dos pais de 2014, ela almoçava com os irmãos, a mãe e o pai quando sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) de grande extensão. Na época, tinha 37 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente são mais seis milhões de morte por AVC em todo o mundo, sendo a segunda maior causa de óbitos no planeta. Se antes era um problema que acometia pessoas mais idosas, os dados apontam uma incidência crescente em pessoas jovens.
De acordo com o Ministério da Saúde, de 2016 até março deste ano, foram registados 427.587 procedimentos de tratamento de casos de AVC, sendo que 33.297 (7,8%) pacientes tinham idade inferior a 45 anos. No mesmo período, foram registrados 69.810 óbitos em pacientes que receberam atendimento hospitalar no Sistema Único de Saúde (SUS). Desses 4.141 óbitos (12,4%) em pacientes considerados jovens. Segundo a OMS, o AVC é a principal causa de morte para pessoas acima de 60 anos e a quinta maior para os que têm entre 15 e 59 anos.



































