por Julia Affonso | Estadão Conteúdo
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como 'inusitado' o pedido do juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, para que o magistrado analisasse o novo pedido de prisão preventiva do ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ) Rogério Onofre de Oliveira na Operação Ponto Final - que investiga a cúpula do Transporte do Rio. A força-tarefa da Lava Jato, no Rio, havia pedido nova custódia de Onofre, libertado por Gilmar na terça-feira (22). Bretas afirmou que se encontraria impossibilitado de analisar a questão após o posicionamento de Gilmar. Na quinta-feira (24) o ministro respondeu a Bretas que não competia ao Supremo analisar o novo pedido de prisão. Rogério Onofre agora é suspeito de 'ameaça de morte'. "Apresenta-se inusitado o pedido de esclarecimento a esta Corte, em face de demanda que tramita em 1º grau de jurisdição, ainda em fase de inquérito policial", anotou o ministro. Bretas e Gilmar travam um embate. O pano de fundo é a Ponto Final, que pegou o empresário Jacob Barata Filho, o 'rei do ônibus'. O juiz federal decretou a prisão de Barata. Gilmar mandou soltar Barata e tornou-se alvo de pedido de suspeição levado ao Supremo pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. O procurador alega que o ministro mantém relações próximas com a família do 'rei do ônibus'. Até no casamento da filha do empresário ele foi. Gilmar diz que isso não é motivo para colocá-lo sob suspeita nas demandas relativas a Barata. Nesta quinta-feira (24) juízes federais e procuradores da República foram às ruas protestar contra o ministro em solidariedade a Bretas. No mesmo despacho em que chamou de 'inusitado'














