por Paulo Brito - Por que a presidente Dilma está obtendo resultados tão ruins na economia? Provavelmente, ficará na história como, se não a pior, visto que existiu o tristíssimo governo de Fernando Collor, a segunda colocada. A esperança é de que o seu governo não supere o dele, que, aliás, eivado de corrupção, acabou 18 meses antes, por, primeiro, renúncia dele, perante processo de impeachment, também aprovado no Congresso. O espantoso é que o STF o absolveu por “falta de provas”. Se houvesse hoje a aceitação da teoria do domínio do fato, introduzido por Joaquim Barbosa no STF, quando presidente, copiando (aperfeiçoando) dispositivo da Constituição alemã, para condenar os malfeitores do “mensalão”, muito provavelmente Collor seria condenado e não voltaria como senador, hoje, reincidente, envolvido no escândalo da operação Lava-Jato, de ter recebido propina do esquema Petrobras. A propósito, o experiente professor de Administração da Universidade Federal da Bahia, Benedito Brito, em uma das suas aulas perguntava qual a diferença entre personalidade e caráter? Em sua explicação, caráter somente se tem um, como código pessoal, mas personalidade pode ter vários códigos de vida. Com respeito à presidente Dilma, parece que ela tem seu caráter definido. Mas, sua personalidade é múltipla, confusa, titubeante.
Voltando à personalidade titubeante de Dilma, considerando que o PIB começou a ser medido em 1947, o seu desempenho se aproxima ao de Fernando Collor. Segundo o Banco Itaú, a sua expectativa é de que o PIB de 2015 recue – 3,2% e o de 2016 – 2,5%. Vendo o triênio 2014-2016, a projeção do Itaú é de recuo da economia de – 7,8%. No triênio de Collor, de 1990-1992, o resultado foi de – 8,4%. Logo, não é difícil admitir que se demore cerca de dez anos para se recuperar a renda per capita de 2013. Portanto, citada personalidade em ação está colocando a maior parte da população mais pobre. Essa personalidade está desconstruindo o avanço da era Lula. Não sem outro motivo, ele passou a semana em Brasília, falando que era preciso mudar o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, por Henrique Meirelles, dizendo que chegou a hora de “adotar medidas mais ousadas”, mediante abertura de linhas de crédito para estimular o consumo.







