Indaiatuba, 22 de setembro de 2025 – Durante o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, a terapeuta integrativa Suzy Reigado Ferreira compartilha um artigo profundo sobre o tema, trazendo reflexões sobre a crise de valores humanos, os fatores psicológicos e espirituais que afetam a saúde mental e a importância das terapias integrativas e da constelação familiar no processo de cura.
Não há como negar a existência de uma crise lá fora! Não é uma crise comum em apenas um único setor, quer seja financeiro e material como no começo do século, existencial como nos anos 60, no renascimento trazendo a luz após 500 anos de escuridão na idade média, apenas uma crise política, crise no campo da fé na reforma e contra reforma, crise existencial e humana após o Dia D da segunda guerra mundial.
Mas, a crise é nos valores humanos e não apenas financeiros ou materiais, mas atinge todos os setores da sociedade, família, escola, política, ética, moral, humano, animal, ecológico, fé, dignidade. E se observarmos bem nunca o mundo esteve tão mergulhado na escuridão.
O que é estar numa crise- Nós temos uma crise quando o modelo antigo não serve mais, porém não existe um modelo pronto para substituí-lo.
Alan Kardec perguntando aos espíritos num dado momento: Porque analisando ao longo da história apenas do ponto de vista moral estamos progredindo apenas na parte material? Respondendo a esta pergunta de Kardec os espíritos falam que ele está enganado e que também a humanidade está progredindo no âmbito espiritual.
“Às vezes é necessário que o mal chegue ao extremo, para que o homem necessite do bem e das reformas”
Em meio a tanto caos, tantos desalinhamentos humanos, porque uns se deprimem, outros se suicidam e outros conseguem criar competências de forma mais saudável para todas estas questões que são vividas?
Há muitas pesquisas em relação a esta questão principalmente na psicológica graças à contribuição de Freud e outros psicólogos. Onde observaram que 40% chegam a um equilíbrio satisfatório após medicamentos e terapia. Porém, o restante dos 60% não explicam a sua origem.
Como construir competências com as vulnerabilidades mentais humanas? Seria o QI, seria o ambiente que foi criado, a cultura, o gênero, orientações sexuais, genes, classe social? Nada disso explicou, pertencendo apenas 40% do seu porcentual e aonde se encontra os 60% restantes desta competência?
Todos os seres humanos já nascem com algo diferente, algo a mais de uma pessoa para outra, e este algo a mais é suas experiencias reencarnatórias.
Onde através destas experiencias a alma criou resiliência em relação a fatos desagradáveis e muito desafiadores, e no final de tanta dor e angústia ele conseguiu transcender e transformar sua dor.
Hoje, as pessoas querem rapidez e soluções imediatas para sua angústia, sua dor, sua doença, sua decepção, sua perda, sua tristeza, não querem ficar triste ou se sentir culpado se dopando com capsulas, drogas na ânsia de melhorarem de forma instantânea.
Respeitar o fluir da vida é fundamental, ou seja, entender que hora estamos luz, ora com sombras incômodas, procurar entender a dor da perda, entender aquela doença, o que ela está te ensinando, entender os ciúmes, o que precisa ser modificado em nossa vida!
Mas, os indivíduos que procuram o suicídio são aqueles que focaram apenas em seus erros, não se perdoaram e muito menos perdoaram os outros. Porém, precisam se focar naquilo que precisa ser mudado e não naquilo que foi feito.
A compreensão da Constelação Familiar em relação ao suicídio vai além do ato de tentar tirar a própria vida. Segundo Bert Hellinger, a questão está relacionada a uma energia que existe em torno do Sistema Familiar e quando há um histórico na família, a tendência é se repetir. Isso vale pra suicídio, mas também pra outras coisas como aborto, doença, divórcio, dificuldade financeira e outras questões que possam ter feito parte da vida de nossos ancestrais. Em vida, estamos vinculados às pessoas de nosso passado que já morreram, como avós e bisavós. A forma como essas pessoas conduziram suas vidas e fizeram suas escolhas acabam interferindo em nossas ações.
O que acontece é que o indivíduo que tenta o suicídio, se identifica com questões de outras pessoas que estiveram na família antes. E o sistema, segundo a Lei do Pertencimento que inclui “tudo e todos como são”, por sua vez, busca reintegrar os excluídos de volta ao sistema. Ou seja, rola uma identificação mútua e uma troca de energia tão grande entre esse núcleo familiar, que as histórias acabam se repetindo.
O processo de constelação existe para que essa repetição de padrão tão nociva e inconsciente seja destruída e cada pessoa possa construir o próprio destino, sem interferências de energias antepassadas e livres para serem o que são!
Para transformar um vaso novo é preciso quebrar o vaso velho, transformar em barro de novo, para que se possa novamente ser modelado. Não há outra solução a não ser se permitir quebrar padrões e leis sistêmicas.
Como perceber que um individuo está indo para um possível suicídio?
1- Pensamentos
Pensamentos remoídos obsessivamente, sem esperança e concentração são um dos primeiros indícios, assim como enxergar a vida como algo sem sentido ou propósito;
2 - Humor
Alterações extremas no humor podem sinalizar emoções suicidas. Excesso de raiva, sentimento de vingança, ansiedade, irritabilidade e sentimentos intensos de culpa ou vergonha são sinais aos quais você deve ficar atento;
3 - Avisos
Frases como “a vida não vale a pena”, “estou tão sozinho que queria morrer” ou “você vai sentir a minha falta” estão diretamente ligadas a pensamentos sobre a morte. Se a pessoa se sente um fardo, busque ajuda;
4 - Melhora súbita