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domingo, 4 de outubro de 2026

Mundo recupera expectativa de vida, mas doenças crônicas já concentram 74% das mortes, aponta OMS

Novas estimativas mostram que expectativa de vida voltou praticamente ao nível pré-pandemia, enquanto demências, diabetes, ansiedade e depressão ampliam seu peso sobre a saúde global
O mundo voltou a viver quase tanto quanto antes da pandemia de Covid-19. Em 2023, a expectativa de vida global chegou a 73,3 anos, praticamente o mesmo patamar registrado em 2019. A recuperação, porém, esconde uma transformação profunda no perfil da saúde mundial: as pessoas vivem mais, mas convivem cada vez mais com doenças crônicas, transtornos mentais e condições que provocam incapacidade ao longo da vida.

As novas Estimativas Globais de Saúde, divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostram que as doenças não transmissíveis já respondem por 74% de todas as mortes no planeta. Em 2000, eram 58%. Oito das dez principais causas de morte registradas em 2023 pertenciam a esse grupo.

O levantamento acompanha mudanças na expectativa de vida, causas de morte e carga de doenças em países e regiões entre 2000 e 2023.

A diferença entre viver mais e viver com saúde aparece em outro indicador. Embora a expectativa de vida tenha praticamente retornado ao nível anterior à pandemia, a expectativa de vida saudável chegou a 62,8 anos em 2023 — ainda 0,4 ano abaixo de 2019.

“Viver mais tempo é uma das grandes conquistas da saúde pública”, afirmou o Dr. Alain Labrique, diretor do Departamento de Dados, Saúde Digital, Análise e Inteligência Artificial da OMS. “O próximo desafio é garantir que esses anos adicionais sejam vividos com boa saúde, enquanto os sistemas de saúde estejam equipados para responder às necessidades em constante mudança das populações.”

Doenças crônicas avançam também nos países mais pobres
A mudança no perfil da mortalidade não está restrita às economias mais ricas. Em 2023, pela primeira vez, as doenças transmissíveis responderam por menos da metade das mortes nos países de baixa renda. Mais na agenciaaids

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