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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Banco Central reduz a taxa de juros a 13,75% ao ano, menor patamar da Selic desde março de 2025

Por Edu Mota, de Brasília - BN
Foto: Divulgação Banco Central
Em sua última reunião antes das eleições de 4 de outubro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (16), reduzir em 0,25% a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Com o corte, a Selic foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano.

O corte de 0,25% vinha sendo aguardado por praticamente todas as instituições e consultorias do mercado financeiro. As apostas para a reunião do Copom de novembro, entretanto, mostram uma situação absolutamente dividida: metade das instituições projetam pelo menos mais um corte da Selic e a outra metade acredita em uma pausa na redução dos juros.

Iniciada em março deste ano, a sequência de cortes na Selic chegou ao seu quinto recuo seguido, todos eles de 0,25%. Com a taxa agora em 13,75%, os juros básicos atingem o menor nível desde o março de 2025, quando estava em 13,25%.

Naquele mês, o Banco Central, já sob a presidência de Gabriel Galípolo, promoveu aumentos seguidos na taxa de juros, elevando-a dos 13,25% para 15%, patamar atingido em junho de 2025. Depois disso, a Selic só voltaria a ser reduzida em março deste ano.

No comunicado sobre a decisão, o Comitê de Política Monetária afirmou que a atividade econômica apresenta uma desaceleração gradual, embora o mercado de trabalho continue aquecido. O colegiado também destacou a queda recente da inflação, mas alertou para a permanência das expectativas acima da meta.

Segundo o BC, o cenário exige cautela na condução da política monetária. O Copom afirmou que a extensão do ciclo de redução dos juros dependerá de novas informações sobre a economia e a inflação.

”O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, disse o Copom.

A decisão do quinto corte seguido na taxa Selic foi tomada pelos sete integrantes do colegiado, presidido por Gabriel Galípolo.

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