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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Garoto japonês prova que borboletas têm memória de quando eram lagartas e passam adiante

Lorena Fassina - SNB
Jo Nagai pesquisa há anos a memória das borboletas-cauda-de-andorinha e apresentou novos resultados científicos no Japão em 2026. Foto: Reprodução / Georgetown University

Um menino de 11 anos, de Kobe, no Japão, apresentou uma descoberta surpreendente mostrando que borboletas têm memória. Jo Nagai mostrou que exemplares da espécie Papilio xuthus conseguiram manter, depois da metamorfose, uma associação que aprenderam quando ainda eram lagartas. E o efeito apareceu também nos filhos e netos dos insetos.

A atualização do trabalho dele foi apresentada este ano durante o 73º Congresso Anual da Sociedade Ecológica do Japão, em Kyoto. Nos testes de Jo, 70,9% das borboletas treinadas evitaram o cheiro de lavanda. Entre os filhos delas, que nunca passaram pelo treinamento, o índice foi de 64,8%. Nos netos, 60%. No grupo de controle, a taxa ficou em 51%, sem indicação de preferência pelo cheiro.

O projeto nasceu de uma pergunta bem mais simples. Quando ainda estava no segundo ano do ensino fundamental, Jo criava borboletas-cauda-de-andorinha em casa e percebeu que algumas delas permaneciam voando perto dele quando eram soltas. “Sempre achei que minhas borboletas poderiam se lembrar de mim mesmo depois da metamorfose”, escreveu o garoto à entomologista Martha Weiss, da Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

Uma carta para uma cientista
Jo tinha 8 anos quando, em 2022, enviou uma carta de quatro páginas para Martha. Ele havia encontrado na internet uma pesquisa da cientista que mostrava que mariposas adultas conseguiam manter uma memória formada ainda na fase de lagarta. O menino queria saber se o mesmo poderia acontecer com as borboletas que criava. Martha inicialmente sugeriu uma experiência mais simples, mas Jo insistiu. Mais no sonoticiaboa

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