Comunidades quilombolas estão isoladas desde sábado (12), enquanto Rio Ribeira do Iguape subiu 11 metros acima do nível normal
Foto: Divulgação/ Defesa Civil de São Paulo

Moradores do Vale do Ribeira, na divisa de São Paulo com o Paraná, enfrentam uma situação crítica de enchentes há três dias. Desde sábado (12), 148 famílias desabrigadas em áreas urbanas da região foram acolhidas em 17 abrigos emergenciais, segundo a Defesa Civil estadual. Em Eldorado, imagens aéreas mostram grande parte da cidade tomada pelas águas. Por: Metro1
As inundações foram provocadas pelo transbordamento do Rio Ribeira do Iguape, que subiu 11 metros acima do nível normal. A elevação ocorreu em meio às chuvas e à alta vazão de uma represa do Rio Capivari, no Paraná, administrada pela Companhia Paranaense de Energia (Copel).
De acordo com boletim do governo estadual, a SP Águas registrou 160 milímetros de chuva nas últimas 72 horas na região. Das 29 estações de monitoramento ao longo do Rio Ribeira do Iguape e seus afluentes, seis estão em extravasamento, oito em alerta e três em atenção. Entre os pontos em extravasamento estão Ribeira, Iporanga, Sete Barras, Registro e Pariquera-Açu.
A situação também afeta comunidades quilombolas, que estão isoladas devido a bloqueios e alagamentos nas estradas. Lideranças relataram ao Instituto Socioambiental (ISA) que localidades como Ivaporunduva e André Lopes enfrentam problemas no abastecimento de água e energia elétrica. O Vale do Ribeira concentra o maior número de comunidades remanescentes de quilombos do estado.
Nesta segunda-feira (14), a Defesa Civil informou que busca alternativas de acesso por terra e ar e prepara uma operação com embarcações para levar alimentos às comunidades isoladas. Desde sábado, equipes também atuam na retirada de famílias das áreas alagadas e no encaminhamento para abrigos.
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