Morte é a terceira relacionada à doença registrada neste ano no estado norte-americano; outras duas vítimas morreram no mês passado
SBT News

Uma mulher que vivia no condado de Jefferson, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, morreu no último sábado (12) em decorrência de complicações associadas ao sarampo. A morte é a terceira relacionada à doença registrada neste ano no estado norte-americano.
A mulher tinha 40 anos e não havia sido vacinada contra o sarampo, informou o médico-legista Greg Furlong à CNN Internacional. Para preservar a privacidade da família, nenhuma outra informação sobre ela será divulgada.
"Esta é uma perda devastadora para a família e um lembrete infeliz de que o sarampo pode ser uma doença grave e potencialmente fatal", afirmou Furlong em comunicado. "Nossos pensamentos e orações estão com a família neste momento difícil. Pedimos ao público e à imprensa que respeitem a privacidade de seus integrantes enquanto lamentam a perda de seu ente querido."
Segundo o vice-chefe do Instituto Médico Legal do Condado de Jefferson, Jason Stiver, impedir a disseminação do sarampo é uma prioridade para as autoridades de saúde. Ele destacou que a doença é “altamente contagiosa” e pode provocar problemas respiratórios graves, levar à hospitalização e, em casos raros, causar a morte.
Stiver ressaltou que, embora os casos graves ainda sejam incomuns, a morte mostra que "o sarampo não deve ser subestimado". "Medidas de saúde pública, o reconhecimento precoce dos sintomas e a procura por profissionais de saúde são ferramentas importantes para proteger nossa comunidade", acrescentou.
Os casos de sarampo nos Estados Unidos atingiram o maior patamar em 35 anos, em meio à queda da cobertura vacinal para níveis muito inferiores aos necessários para conter a disseminação do vírus. Até 10 de setembro, 3.294 casos haviam sido confirmados em 47 estados, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês).
O número já supera os 2.289 casos registrados em todo o ano de 2025. Em 2024, foram contabilizados apenas 285.
O Departamento de Saúde da Pensilvânia confirmou as duas primeiras mortes no mês passado. Ambas as vítimas não haviam sido vacinadas e viviam no condado de Lancaster. Segundo as autoridades, foram as primeiras mortes relacionadas ao sarampo registradas no estado em 35 anos e também as primeiras notificadas nos Estados Unidos neste ano.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar quando uma pessoa infectada tosse ou espirra. A contaminação também pode ocorrer pela inalação do ar em um ambiente no qual o vírus permanece ativo por até duas horas ou pelo contato das mãos com a boca, os olhos ou o nariz após tocar uma superfície contaminada.
Os sintomas geralmente aparecem de sete a 14 dias após o contato com o vírus e costumam incluir febre alta, tosse, coriza e olhos lacrimejantes. O CDC estima que cerca de uma em cada cinco pessoas não vacinadas que contraem sarampo nos Estados Unidos precisa ser hospitalizada.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, tem eficácia de 97% contra a doença quando administrada em duas doses. No Brasil, pessoas de 5 a 29 anos devem comprovar o recebimento de duas doses. Para aquelas com idade entre 30 e 59 anos, recomenda-se uma dose caso não haja registro prévio de vacinação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário