> TABOCAS NOTICIAS : ONG brasileira denuncia contas do Telegram à agência federal

.

.

sábado, 15 de agosto de 2026

ONG brasileira denuncia contas do Telegram à agência federal

Segundo a SaferNet, foram identificados 1.093 links da plataforma com indícios de material de abuso sexual de menores; ação foi protocolada junto à ANPD
Artur Maldaner/sbt
telegram
A ONG brasileira de combate a crimes virtuais SaferNet protocolou nesta quinta-feira (13), junto à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), representação pedindo a fiscalização da rede social Telegram por falha sistêmica no combate ao compartilhamento de materiais criminosos.

O pedido é sustentado por uma pesquisa da organização, que identificou 1.093 endereços virtuais com indícios de material de abuso sexual contra crianças ou adolescentes.

Desses, seriam 518 perfis de usuários e robôs, 256 convites ativos, 192 canais e 127 grupos no Telegram com envolvimento com material criminoso. Também foram identificados 22 endereços com indícios de incitação à automutilação e ao suicídio.

A apuração teve como base 14.969 links do Telegram descobertos por meio do canal de denúncias da SaferNet, que foram encaminhados entre 2017 e 2026. De acordo com a instituição, as denúncias tiveram crescimento acentuado a partir de 2022 e atingiram o ápice em julho de 2026.

“Telegram não é apenas uma plataforma onde o abuso acontece, mas uma infraestrutura que, por sua arquitetura técnica, seu modelo de monetização e sua postura de moderação, estrutura e viabiliza a produção, a distribuição e a comercialização de material de violência sexual contra crianças e adolescentes em escala industrial", afirmou o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares.

A ANPD determinou nesta quarta (12) a suspensão imediata das transmissões ao vivo no Discord, após identificar falhas na proteção de crianças e adolescentes na plataforma. O aplicativo foi alvo de críticas da primeira-dama Janja da Silva após uma adolescente de treze anos ter se suicidado durante video-chamada em servidor extremista.

A legislação do ECA Digital, que entrou em vigor em março deste ano, obriga a plataforma a prevenir riscos, remover e comunicar às autoridades a presença de conteúdos criminosos, incluindo aqueles de abuso sexual contra menores.

Metodologia
A possível presença de conteúdos criminosos foi observada pela organização por meio de consultas à camada pública das páginas, com acesso limitado à API, ou seja, sem ingresso em grupos e sem acesso a mensagens, mídia ou dados de participantes.

Todos os endereços denunciados foram entregues às autoridades para investigação. Mais no sbtnews

Nenhum comentário:

Postar um comentário