Casos foram registrados em diferentes cidades; três pessoas que teriam olhado para o Sol por tempo excessivo tiveram danos à retina
SBT News
Pessoas observam o eclipse solar parcial de Berlim, na Alemanha | Foto: Clemens Bilan e Hannibal Hanschke via EFE - 12.08.2026

Segundo a emissora pública alemã SWR, cerca de 20 pessoas procuraram a clínica oftalmológica do Hospital Universitário de Mannheim nas horas seguintes ao fenômeno. Os pacientes relataram sintomas como dor de cabeça, tontura e alterações na visão, mas os exames não identificaram danos estruturais à retina entre os casos avaliados na unidade.
Em Heidelberg, entre 30 e 40 pessoas buscaram atendimento nos dias seguintes ao eclipse. Stuttgart registrou cerca de 20 pacientes, enquanto ao menos oito pessoas foram atendidas ainda na noite de quarta-feira em Freiburg, onde novos casos foram registrados no dia seguinte.
A maioria dos pacientes examinados nessas cidades não apresentou perda objetiva da visão ou lesões permanentes. Em Tübingen, no entanto, o hospital universitário confirmou danos à retina em três pessoas que teriam olhado para o Sol por tempo excessivo durante o eclipse. Elas apresentaram sintomas como visão embaçada, pontos pretos ou luminosos no campo de visão e sensação de pressão nos olhos.
Também houve atendimentos em Berlim. A Charité, um dos principais hospitais universitários da Alemanha, recebeu dez pessoas durante a noite após o eclipse, enquanto a rede hospitalar Vivantes informou ter atendido outros dez pacientes com alterações leves na visão.
Antes do fenômeno, especialistas já haviam alertado para os riscos de observar o Sol sem proteção adequada. O Escritório Federal de Proteção contra Radiação da Alemanha advertiu que a exposição direta à luz solar pode provocar danos permanentes à retina em pouco tempo e que, em alguns casos, a pessoa pode não perceber imediatamente que sofreu uma lesão.
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