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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Enquanto Copa lota estádios, Cosmos de Pelé recomeça do zero nos EUA

Clube que mudou o futebol dos EUA renasce durante a Copa do Mundo    
Montagem / Flashscore / Josias Pereira
Enquanto os olhos do planeta bola se voltam para os Estados Unidos, com arenas hipermodernas lotadas por até 80 mil torcedores vibrando na elite do futebol mundial, a poucos quilômetros do gigantismo do MetLife Stadium, a história do esporte no país tenta reescrever suas páginas em um cenário bem mais modesto.  Josias Pereira, de Paterson (EUA)

É nas arquibancadas de cimento e na atmosfera comunitária do Hinchliffe Stadium, em Paterson, Nova Jersey, que o mítico New York Cosmos ensaia o seu mais novo e desafiador capítulo.

O Cosmos, que ficou décadas desativado após o colapso da liga original nos anos 80, chegou a ensaiar retornos anteriores, mas foi no ano passado que o clube de fato estruturou seu retorno oficial ao futebol profissional, integrando agora os gramados da USL (equivalente à terceira divisão americana). No último domingo (28), a reportagem do Flashscore acompanhou de perto um marco dessa nova era: o primeiro amistoso internacional do clube em Nova Jersey desde a sua reativação.

Cosmos, o time de Pelé, busca renascimento na USL, a terceira divisão americana.

O adversário era o tradicional Santos Laguna, do México. O placar final de 2 a 1 para os mexicanos acabou ficando em segundo plano diante do peso simbólico do encontro. Foi a primeira vez que o Cosmos enfrentou uma equipe mexicana desde 1973, quando mediu forças com o Veracruz, ainda nos tempos em que o Pelé dominava a América do Norte.

Entre o sonho e a realidade: Menos de 3 mil no estádio
Se no auge da década de 1970, o Cosmos arrastava multidões de 70 a 80 mil pessoas, transformando o futebol em um espetáculo pop na terra do Tio Sam, a realidade atual exige pés no chão. Esperava-se uma presença massiva de público no Hinchliffe Stadium — um local com capacidade para pouco mais de 10 mil espectadores —, especialmente pela força e apelo do futebol mexicano na região. No entanto, menos de 3 mil torcedores compareceram.

Cosmos e Santos Laguna mediram forças no último fim de semana  /  Santos Laguna/X/Reprodução
Ainda assim, o que faltou em quantidade, sobrou em orgulho. A tímida torcida presente carregava consigo a memória afetiva de um clube que, no fundo, plantou a semente de tudo o que o futebol no país colhe hoje com o sucesso da MLS. Se os Estados Unidos respiram futebol, é porque nomes como Pelé, Franz Beckenbauer, Giorgio Chinaglia e o português António Simões vestiram essa camisa e provaram que o soccer tinha espaço no coração dos americanos. É exatamente nesse histórico de lendas que o novo Cosmos se pendura para buscar sua relevância no mapa atual.

Dentro de campo, o teste contra um time da elite mexicana mostrou que o projeto tem brio. Mesmo sendo um time de terceira divisão em reconstrução, o Cosmos bateu de frente com o Santos Laguna e conseguiu balançar as redes, um gol muito comemorado que valida o esforço técnico de um elenco que tenta queimar etapas.

"Nunca imaginei enfrentar o Cosmos": O peso do Escudo
O impacto de ver o uniforme do New York Cosmos novamente em campo mexe até com quem está no banco de reservas adversário. O técnico do Santos Laguna, o português Renato Paiva, não escondeu a sensação de nostalgia e o respeito institucional ao pisar no gramado de Nova Jersey.

"Esse Cosmos faz parte da minha infância. Lembro-me perfeitamente de quando esse projeto começou nos Estados Unidos para trazer as estrelas para cá, com o objetivo de implementar e desenvolver o futebol. Mais no flashscore

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