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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Trump critica resolução que limita seus poderes de guerra

Presidente publicou post atacando os quatro deputados republicanos que votaram a favor da medida
SBT News
Donald Trump em 5 de maio de 2026 | Evan Vucci/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta quinta-feira (4) a resolução aprovada pela Câmara dos Representantes que limita seus poderes de guerra e o obriga a ter autorização do Congresso para seguir com o conflito no Oriente Médio contra o Irã. O mandatário também fez ataques a quatro deputados republicanos que votaram a favor do projeto.

"Ontem, em uma votação sem sentido, a Câmara votou, com quatro maus republicanos e todos os democratas, para limitar meus poderes de guerra, no meio das minhas negociações finais para encerrar a guerra com a República Islâmica do Irã. Quem faria algo tão antipatriótico", lamentou o mandatário na rede Truth Social, afirmando que os congressistas "sabem do andamento das negociações".

O presidente norte-americano declarou que os democratas "são movidos" por uma síndrome anti-Trump e "preferem que nosso país fracasse a me concederem mais uma entre tantas vitórias". "Os quatro republicanos, essa é outra história. Eles são exibicionistas! Deveriam ter vergonha deles próprios", escreveu.

Trump declarou que republicanos que votaram a favor da medida "deveriam ter vergonha deles próprios" | Reprodução/Truth Social

A medida aprovada na Câmara ainda precisa ser analisada no Senado e não depende de sanção presidencial para começar a valer. O texto é de autoria do deputado democrata Gregory Meeks, de Nova York. O placar da votação ficou em 215 a 208, com quatro republicanos se juntando à oposição democrata.

Trump vinha usando a prerrogativa de comandante-em-chefe das Forças Armadas para driblar a necessidade de chancela do Congresso, mas a resolução determina que o governo encerre as hostilidades no Irã a menos que os parlamentares aprovem a declaração de guerra ou o uso de força militar na região.

Na prática, a decisão sinaliza uma crescente perda de apoio à guerra inclusive entre congressistas republicanos, que controlam tanto a Câmara quanto o Senado.

As hostilidades no Oriente Médio seguem em meio às negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão por um acordo que amplie o cessar-fogo, reabra o Estreito de Ormuz e viabilize futuras negociações envolvendo restrições ao programa nuclear iraniano.

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