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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Mulher sobrevive 86 horas sob escombros após terremotos na Venezuela

Venezuelana de 60 anos sobreviveu ao desabamento de um prédio após os terremotos e contou que rezou e bateu nas pedras para chamar a atenção das equipes de resgate
Foto: Agência Efe/Folhapress
Uma venezuelana de 60 anos, resgatada após passar 86 horas sob os escombros de um prédio que desabou durante os terremotos na Venezuela, afirmou ter se sentido "renascida" ao ser retirada com vida. Por: Metro1 

Belkys Josefina Barreto García ficou presa entre duas paredes em um edifício que ruiu em Caraballeda, no estado de La Guaira, uma das regiões mais afetadas pela tragédia. Em entrevista à jornalista Alejandra Oraa, ela contou que passou todo o período rezando e tentando chamar a atenção das equipes de resgate.

A sobrevivente afirmou que pediu ajuda ao Espírito Santo e usou um pedaço de metal para bater nas pedras e produzir barulho. "Eu os chamei. Bati nas pedras com um pedaço de metal", relatou. Segundo ela, o local onde estava presa era muito pequeno e completamente escuro. "Estava tudo escuro. Eu não conseguia nem ver minhas mãos."

Quando ouviu os socorristas se aproximando, Belkys disse que começou a gritar para indicar onde estava. "Estou aqui, estou viva!", lembrou.

"Vi a luz literalmente"
A venezuelana contou que foi retirada por uma pequena abertura entre os escombros. "Saí de costas. Saí aos poucos, com muita dificuldade, exatamente como um bebê ao nascer. Vi a luz, vi a luz literalmente", afirmou.

Segundo Belkys, foi nesse momento que começou a chorar. "Renasci", resumiu.

Ela sofreu uma lesão na perna e diversos hematomas, mas afirmou estar em bom estado de saúde.

Buscas entram no quinto dia
As equipes de resgate chegaram ao quinto dia de buscas nesta segunda-feira (29), enquanto seguem procurando sobreviventes entre os escombros deixados pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24).

Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram ao menos 1.450 mortos, milhares de feridos e mais de 12 mil desabrigados, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Além disso, milhares de pessoas continuam desaparecidas, enquanto socorristas mantêm os trabalhos nas áreas mais devastadas.

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