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terça-feira, 30 de junho de 2026

Plataformas gerenciam afetos humanos para direcionar conteúdo, diz professora

Marilda Silveira, advogada e professora do IDP, no XIV Fórum de Lisboa
As novas tecnologias têm o poder de gerenciar os afetos humanos, o que é usado pelo populismo. As plataformas são capazes de identificar o que as pessoas pensam, sentem e querem ouvir.

É o que aponta a advogada Marilda Silveira, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). Ela falou sobre o tema à revista eletrônica Consultor Jurídico durante o XIV Fórum de Lisboa, neste mês. Ela participou de um painel sobre “Democracia, Populismo e Polarização Ideológica”.

A professora observa que a capacidade tecnológica atual das plataformas ultrapassou a mera difusão de informações. Hoje, na visão dela, essas forças moldam os sentimentos cotidianos.

“A gente precisa considerar que essas novas tecnologias criam um novo poder, que não é um poder tecnológico, é o poder de gerenciar os nossos afetos. Isso interfere na nossa autonomia e como as pessoas gerenciam essas plataformas”, explica.
Na visão de Silveira, a entrega de conteúdo pautada pelo estado emocional do indivíduo relativiza a vontade e faz com que o usuário deixe de ser totalmente livre em suas escolhas. Para ilustrar o conceito, ela citou uma ferramenta capaz de identificar situações de medo para direcionar materiais específicos aos usuários.

“Eu vou dar um exemplo. Existe uma tecnologia que consegue identificar 80% de precisão quando a gente tem medo. Imagine eu te mandar, na hora em que você está olhando o celular, um vídeo de guerra com uma música do Coldplay no fundo, na hora em que você está com medo. Isso não é trivial”, conclui. Mais na conjur

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