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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Geração Z adia relações e redefine o amor no Brasil

Levantamento “Script do Amor”, do Instituto Z, aponta geração mais solteira e crítica aos aplicativos de relacionamento
Foto: Freepik
Vicklin Moraes/sbt - “Eu nunca tive relacionamentos, nem longos nem curtos. Nunca namorei, nem estive em nenhum tipo de relação duradoura". O relato é do jornalista Calebe Souza, de 28 anos.

A fala sintetiza um comportamento cada vez mais comum entre jovens adultos. Neste 12 de junho, Dia dos Namorados, o cenário entre a geração Z aponta para uma mudança profunda nos padrões afetivos.

O grupo, que engloba nascidos entre 1996 e 2012, vive um paradoxo: nunca foi tão fácil conhecer alguém e, ao mesmo tempo, nunca uma geração se relacionou tão pouco.

A tendência aparece na pesquisa “Script do Amor”, do Instituto Z. Entre jovens próximos dos 30 anos, 84% estão solteiros, apenas 5% são casados e 91% não têm filhos. Na faixa de 26 a 31 anos, 77% seguem solteiros e 86% não têm filhos.

O levantamento ouviu 7.994 pessoas entre 17 e 31 anos e aponta um adiamento consistente dos marcos tradicionais da vida adulta, como casamento e formação de família, inclusive entre quem já está na faixa etária historicamente associada a essas etapas.

Os dados mostram que a maioria permanece solteira em todas as idades: 94% entre 17 e 21 anos, 86% entre 22 e 25 e 77% entre 26 e 31. O casamento ainda é raro, variando de 1% a 8%, enquanto a união estável cresce e já supera o modelo formal em algumas faixas.

Morar junto também avança com a idade, chegando a 32% entre os mais velhos. Ainda assim, a ausência de filhos predomina: vai de 97% entre os mais jovens a 86% entre aqueles acima dos 26 anos.

Apesar disso, o desejo de formar família segue presente. O chamado “gap de expectativa”, quando o jovem quer, mas não consegue realizar, atinge até 25% dos entrevistados e permanece elevado mesmo com o avanço da idade.

Segundo o estudo, fatores financeiros, emocionais e estruturais ajudam a explicar o adiamento desses projetos.

Para a esteticista Camila Palma, de 22 anos, o impacto aparece no cotidiano. Recém-solteira após um relacionamento de três anos, ela afirma que o mais difícil é estar em ambientes onde “todo mundo está em casal”. Segundo ela, muitas pessoas evitam compromisso, por medo de frustração. Mais no sbtnews

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