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Os afastamentos por burnout cresceram de forma expressiva na Bahia e em todo o Brasil nos últimos anos. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que as licenças concedidas por conta da síndrome de esgotamento profissional aumentaram cerca de 900%, refletindo o avanço dos problemas de saúde mental no ambiente corporativo e a crescente pressão por produtividade. Luana Veiga/ Alô Alô Bahia
Em todo o país, o número de benefícios por incapacidade temporária relacionados ao burnout saltou de 823 para mais de 7.500 em apenas quatro anos. Na Bahia, a tendência também preocupa especialistas, com milhares de trabalhadores afastados anualmente devido ao adoecimento causado pelo trabalho.
Entre as categorias mais afetadas estão profissionais da saúde, bancários e trabalhadores do comércio. Especialistas apontam que fatores como metas excessivas, jornadas prolongadas, sobrecarga de funções e assédio moral estão entre as principais causas do esgotamento físico e emocional.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome de Burnout é considerada uma doença ocupacional e possui respaldo legal no Brasil. O transtorno pode provocar sintomas como exaustão extrema, ansiedade, dificuldades de concentração, alterações no sono e perda de desempenho profissional.
Trabalhador com burnout pode ter estabilidade no emprego
A legislação brasileira prevê uma série de direitos para trabalhadores diagnosticados com burnout. Quando o afastamento supera 15 dias e há emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o benefício pode ser enquadrado como doença ocupacional.
Nesses casos, após o retorno às atividades, o empregado passa a ter direito à estabilidade no emprego por 12 meses, além da proteção previdenciária garantida pela legislação trabalhista.
Trabalhadores que enfrentam ambientes considerados psicologicamente degradantes, metas abusivas ou situações de assédio moral podem formalizar denúncias junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ou ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Especialistas reforçam que identificar os sinais precoces do burnout e buscar apoio médico e psicológico são medidas fundamentais para preservar a saúde mental e evitar o agravamento do quadro.
O aumento dos casos de burnout na Bahia e no Brasil evidencia a necessidade de ambientes de trabalho mais saudáveis, com políticas voltadas ao bem-estar dos profissionais e à prevenção de doenças relacionadas ao estresse ocupacional.
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